PSOL é o único partido a combater a “lei antidrogas” – uma lei na contramão do mundo

bancada-psol-2010*Liderança PSOL

“Esse projeto vai na contramão de tudo o que se está aprovando em outros países, no sentido positivo de um combate ao uso de drogas. Esse projeto mexe, de forma grave, com a reforma psiquiátrica, com a internação involuntária. Esse projeto tem no seu bojo uma lógica de endurecimento geral de penas, e somos contra porque entendemos que existem hoje penas suficientes. Não é só isso, a cadeia hoje é deseducativa. Ela não recompõe. Temos que ter uma fórmula de penas alternativas. Esse projeto carrega outra matriz: igualar, na prática, o traficante ao usuário. Nós temos que dar resposta para isso. É um problema de saúde pública. Um dependente ou alguém que adquire um vício não pode parar na cadeia; ele deve ser acolhido pela sociedade”.

Com este discurso o líder do PSOL, deputado Ivan Valente, fez sua manifestação contra o Projeto de Lei 7663/2010, que muda o Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas (Sisnad). A votação foi concluída na noite de ontem, 28, na Câmara e agora o texto segue para o Senado.

Desde o início da análise do projeto, a bancada do PSOL se posicionou contrariamente a uma proposta ineficaz e inócua, que não combate, direta e efetivamente, a questão das drogas no Brasil. “Nós vamos fazer um balanço, daqui a um ano ou dois, e, se ele passar, vamos ver que não resolvemos o problema das drogas. Não se resolve o problema das drogas com populismo, com demagogia no nosso País”, argumentou Ivan Valente.

O deputado Chico Alencar destacou que o Conselho Federal de Psicologia e várias entidades ligadas às áreas de saúde e de combate as drogas se manifestaram contra o texto da projeto. “Não podemos ser enganosos. Há muitas entidades na sociedade que sabem que esse projeto é eivado de problemas. Por exemplo, não se pode associar traficante e drogado. É preciso cautela e profundidade”.

Na opinião do deputado Jean Wyllys o aumento de pena não vai solucionar o problema. “Sempre se ampliaram penas e nem por isso o tráfico de drogas diminuiu no Brasil. Quem está nas prisões brasileiras são os traficantes de varejo: negros e pobres da periferia. Os traficantes de atacado e os políticos que se beneficiam com a grana desses traficantes não estão na prisão. O aumento de pena nunca impediu que organizações criminosas agissem dentro da prisão. É preciso levar em conta as circunstâncias que levam o jovem da periferia a optar pelo tráfico. E, por fim, esse nivelamento de todas as drogas com o crack é uma estupidez. Se fosse assim, nós teríamos que tratar o álcool como droga perigosa porque provoca um dano terrível à sociedade”.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Atitude & Comunicação

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s