Luta dos atingidos paralisa obras em Garabi e Panambi

Após dois dias de mobilização famílias conquistam a paralisação das obras e continuam mobilizadas

Após dois dias de mobilização famílias conquistam a paralisação das obras e continuam mobilizadas

*MAB Nacional

Depois de dois dias mobilizadas em Alecrim, no Rio Grande do Sul, famílias ameaçadas pela construção do Complexo Hidrelétrico Binacional Garabi conquistaram, no início desta tarde (22), a paralisação completa de todos os trabalhos e estudos da obra.

A decisão é um dos itens que compõem um acordo assinado entre o Consórcio Energético Rio Uruguai e famílias ameaçadas pelas usinas. O Consórcio ainda se comprometeu em retirar, até sábado (24), todos os equipamentos que estavam sendo utilizados nos estudos.

Outro compromisso assumido foi a realização de uma reunião no dia 12 de setembro no município de Alecrim, com o intuito de trazer informações sobre o projeto e ouvir a opinião da população ameaçada pelas barragens.

Houve diversos testemunhos dos atingidos ao representante da empresa, Luis Fernando Allegretti. Eles denunciaram as invasões cometidas em suas propriedades para a realização de estudos sem autorização. Além disso, diversas árvores foram cortadas, o que pode ser caracterizado como crime ambiental.

Para uma das coordenadoras do Movimento dos Atingidos por Barragens na região, essa foi a primeira conquista da organização e da luta das famílias. “Esta conquista servirá como ânimo para tocarmos novas lutas e para que as empresas entendam que as famílias atingidas merecem respeito e que não podem simplesmente invadir as propriedades. Como dizemos aqui na região, essas terras têm dono”, afirmou.

Cerca de 200 famílias saíram em carreata pelas ruas de Alecrim em comemoração à assinatura do acordo.

Mobilização continua

Mesmo após as conquistas, chegou-se a decisão em assembleia de manter as mobilizações. As famílias ficarão acampadas na região das obras, entre Lajeado Taraíra e Guabiroba, ao longo do rio Uruguai, até que o governo garanta a paralisação total da obra.

A assembleia contou com a presença do MAB, MST, colônia de pescadores, sindicatos, federações, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, além do vice-prefeito de Porto Mauá, Jacir Taffarel, do coordenador da pastoral sociais da Diocese, Milton Gerhardt e de assessores dos deputados Jefferson Fernandes e Elvino Bohn Gass.

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