Médicos do Samu de Feira de Santana ameaçam demissão coletiva

O salário pago no Samu de Feira de Santana está sem qualquer tipo de reajuste há mais de quatro anos.

O salário pago no Samu de Feira de Santana está sem qualquer tipo de reajuste há mais de quatro anos.

*Sindimed-Bahia

Há aproximadamente 90 dias os médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Feira de Santana vêm expondo aos gestores de saúde uma série de problemas estruturais e trabalhistas, com o objetivo de buscar soluções que possam melhorar a qualidade do serviço. De acordo com os profissionais, uma mesa de negociação foi aberta, com a participação da secretária de Saúde Municipal, Denise Mascarenhas e o prefeito José Ronaldo de Carvalho, porém, após inúmeras reuniões, menos da metade das mudanças necessárias foi atendida.

Desta forma, os médicos decidiram estender o prazo, que antes era 20 deste mês para dia 25, para que os gestores apresentem propostas concretas e direcionadas a todas as falhas apontadas pela equipe, caso contrário, todos entregarão os cargos em um processo de demissão coletiva, como demonstração de insatisfação.

Conheça as principais dificuldades enfrentadas pela equipe médica do Samu de Feira de Santana:

Falta de estrutura
Segundo os médicos, atualmente, o município conta com apenas duas linhas telefônicas conectadas a computadores com o sistema operacional do Samu 192 e apenas dois médicos durante a semana que se dividem entre atender todas as ligações e sair na ambulância de suporte avançado para prestar atendimento no local da ocorrência, de forma que, por diversas vezes, apenas um médico fica na base, o que gera atrasos frequentes no atendimento.
Além disso, o Samu de Feira de Santana possui computadores que apresentam defeitos frequentemente, cadeiras quebradas e demais utensílios básicos necessários em precário estado de conservação, gerando riscos à saúde para todos os trabalhadores do serviço.

Salários defasados
O salário pago no Samu de Feira de Santana está sem qualquer tipo de reajuste há mais de quatro anos.

Processo seletivo ilegal
Está em andamento a realização de um processo seletivo simplificado, com contrato de trabalho com prazo determinado, previsto para este ano, para o aumento do quadro dos profissionais e futuras substituições dos trabalhadores “indicados” sem concurso público.
Os médicos dizem que esta posição adotada pela prefeitura é ilegal, já que o preenchimento de cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público. Além disso, o profissional necessita de contínua capacitação, com educação continuada e, por isso, não deve ser substituído.

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