Tortura a indígenas durante ditadura será tema de audiência em MG

Comissão de Direitos Humanos debaterá violações históricas e desafios da atualidade, evento será na segunda (28)

Comissão de Direitos Humanos debaterá violações históricas e desafios da atualidade, evento será na segunda (28)

*Assembleia Legislativa de Minas Gerais

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai debater, em audiência pública, na próxima segunda-feira (28/4/14), as torturas, assassinatos e perseguições contra os povos indígenas durante a ditadura militar no Brasil. A reunião, requerida pelo presidente da comissão, deputado Durval Ângelo (PT), será no Auditório, a partir das 14 horas.

A audiência é um desdobramento do Ciclo de Debates Resistir Sempre, Ditadura Nunca Mais, e colocará em discussão, entre outras questões, as violações aos direitos humanos desses povos e os desafios da atualidade. “A comissão vai promover uma audiência pública a cada mês para lembrar o golpe. É preciso apurar os crimes cometidos durante o regime e resgatar a nossa história para que ela não seja esquecida e nem repetida”, pondera o parlamentar.

De acordo com denúncias, os índios também teriam sido vítimas de torturas durante a ditadura, inclusive com a criação de uma Guarda Rural Indígena (Grin) responsável por ações de policiamento nas tribos.

O filme “Arara””, recuperado por estudiosos, exemplifica isso. Nas imagens, que permaneceram ignoradas durante 42 anos – porque os agentes da repressão desconheciam o seu teor, é mostrada a formatura de uma turma da Grin. Em uma das cenas, um homem é carregado num simulacro de um pau de arara.

Convidados – O evento tem como convidados o procurador regional da República de Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal, Edmundo Antônio Dias Netto Junior; o representante da Comissão da Verdade em Minas Gerais, Alberto Betinho Duarte; o vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais e coordenador do Projeto Armazém da Memória de São Paulo, Marcelo Richard Zelic; o coordenador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) / Regional Leste, Antônio Eduardo Cerqueira de Oliveira, e a representante da Comissão Nacional da Verdade e coordenadora do Grupo de Trabalho que apura graves violações de direitos humanos no campo ou contra indígenas, Maria Rita Kehl.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Atitude & Comunicação

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s