Mundial de Futebol: há seleções nacionais com maioria de imigrantes

Seleção que apresenta mais jogadores com ligações a outros países é a da Suíça: nada menos que 15, um paradoxo num país que ainda em fevereiro aprovou em referendo restrições à entrada de imigrantes, por proposta de um partido da direita nacionalista.

Seleção que apresenta mais jogadores com ligações a outros países é a da Suíça: nada menos que 15, um paradoxo num país que ainda em fevereiro aprovou em referendo restrições à entrada de imigrantes, por proposta de um partido da direita nacionalista.

*Esquerda.Net

Um site na Internet analisou todas as seleções nacionais que disputam o Mundial de Futebol para distinguir as suas ligações internacionais. Desta forma, fizeram um levantamento, em cada seleção, dos jogadores que têm pais ou avós nascidos noutros países, ou que nasceram no estrangeiro ou têm dupla nacionalidade. Desenharam depois disto um diagrama circular que pretende mostrar de forma gráfica essas mesmas conexões. Os resultados são bastante significativos e até, por vezes, paradoxais.

Há apenas três seleções que não têm qualquer conexão com qualquer outro país: Equador, Honduras e Coreia do Sul.

Suíços não gostam de imigrantes mas querem-nos na seleção

Dos outros países, aquele que tem mais ligações com o exterior é a Suíça que conta com 15 jogadores que têm ligações a outros países. A seleção suíça tem nada menos de 15 jogadores que têm ligações internacionais, dos quais 6 nasceram noutros países. Os restantes têm o pai natural de outro país, e um deles tem cidadania de outro país. Quanto aos países da nacionalidade originária dos jogadores ou onde nasceram os país ou avós: Itália, Sérvia, Espanha, Turquia, Bósnia, Alemanha, Kosovo, Chile Macedónia, Cabo Verde, Bósnia, Macedónia, Croácia, Costa do Marfim.

Recorde-se porém como este recorde de “estrangeiros” entra em contradição com os acontecimentos recentes no país: em fevereiro, por iniciativa da direita nacionalista, foi aprovado na Suíça o referendo com o slogan “Contra a imigração em massa” por 50,3% dos eleitores, uma proposta que vai conduzir à fixação de severas quotas anuais de entrada de imigrantes a partir de 2017, rompendo com a livre circulação no país, acordada em 2002 com a UE, como contrapartida do acesso ao mercado único. O texto recuperou o princípio da preferência pelo trabalhador nacional face ao estrangeiro, e foi o culminar de uma escalada anti-imigração protagonizada pela extrema direita nacionalista no país. Isto é: os suíços não querem ter estrangeiros no país, mas gostam muito de contar com eles na seleção de futebol.

Outros países

A Austrália é o segundo país com mais jogadores que têm ligações ao estrangeiro (Croácia, Inglaterra, Escócia, Japão, Grécia, Bósnia e Itália): 12 jogadores têm nasceram ou são filhos ou netos de cidadãos que nasceram naqueles países.

Seguem-se Argélia, Bósnia-Herzegovina, Bélgica, França, EUA, Holanda, Camarões, Croácia, Argentina. Portugal aparece com seis ligações: Bruno Alves, cujo pai veio do Brasil, Pepe, nascido no Brasil; William Carvalho, nascido em Angola, Éder nascido na Guiné-Bissau, Nani, nascido em Cabo Verde, Silvestre Varela, cujo pai é de Cabo Verde.

Por outro lado, o gráfico também permite ver os países de um determinado país que joga noutra seleção. Por exemplo, português Bruno Martins, que joga na seleção holandesa.

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