Violência contra a juventude no Subúrbio Ferroviário mostra falência do Estado, afirma Hilton Coelho (PSOL)

SuburbioMortesO vereador Hilton Coelho (PSOL) afirmou que desde o dia 31 de agosto a política de segurança pública do governo da Bahia se mostrou derrotada com os sequestros e mortes de jovens no Subúrbio Ferroviário de Salvador. “A violência, aumentou após o assassinato do policial militar Washington Luiz Santos Cruz ocorrida em Paripe. O governador Jaques Wagner e a cúpula da segurança pública não podem manter o silêncio a respeito. Devem uma satisfação à sociedade, em especial à comunidade do Subúrbio que está assustada e ainda mais insegura”, disse.

Hilton Coelho destaca que os familiares e a própria polícia não registram passagens das vítimas pela Delegacia do Adolescente Infrator (DAI) e a Polícia Civil não informou se os dois maiores de idade, Wesley Silva Pinto e Reinaldo dos Santos Alves, tinham registros em outras delegacias. “Até mesmo esse critério preconceituoso de marginalizar a vítima não pode ser usado nesse episódio. Trata-se de falta absoluta do Estado que nada representa ou oferece para os moradores dos bairros populares. Sou morador de Itacaranha e sei o que a população passa. Exigimos justiça e que os responsáveis pelos covardes assassinatos e sequestros sejam identificados e punidos”, afirma o vereador.

“O governo da Bahia, dentre as suas muitas secretarias que consomem recursos públicos, tem a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH). Para quem elas existem? Para quem elas funcionam? Têm a obrigação de agirem em prol da sociedade e a realidade que vivemos no Subúrbio Ferroviário e em toda a Bahia nos bairros periféricos é a barbárie onde atuam as polícias ou os grupos de extermínios onde as vítimas sempre são os mesmos, a juventude negra”, enfatiza Hilton Coelho.

Ele acredita também que a Assembleia Legislativa da Bahia deixou de cumprir sua função que é investigar, fiscalizar o governo estadual. “Será que os deputados e deputadas estaduais não enxergam os aprisionamentos e mortes de pretos, pobres e periféricos? Não atuam para derrubar um sistema de segurança pública herdada da ditadura militar?”, questiona Hilton Coelho acrescentando que hoje morrem 146% mais jovens negros do que brancos no Brasil e há mais mortes de jovens negros do que países em conflito declarado como na Palestina, Ucrânia e outros.

“Os dados estatísticos vindo de diversos institutos de estudos sobre a violência na Bahia demonstram o que afirmamos. Estudo divulgado pelo Mapa da Violência 2014 mostra que o governo estadual deve observar esses dados e muito mais ainda o grito e lágrimas das famílias que perderam seu ente querido. Afirmo que os governos federal, estadual e municipal têm responsabilidade, em última instância, por essas execuções e sequestros motivados por políticas racistas e genocidas. No dia 22 de agosto haverá uma grande marcha na Bahia e em todo o Brasil contra o extermínio da juventude negra. Nunca aceitaremos como natural a destruição de famílias, acabarem com os nossos jovens negros e tirar o sonho do povo das periferias”, finaliza Hilton Coelho.

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