Alfa e Beto ataca em Teresina (PI)

Por conta de inúmeras denúncias, o Ministério Público da Bahia determinou a suspensão imediata da parceria entre a prefeitura de Salvador e esse tal Instituto.

Por conta de inúmeras denúncias, o Ministério Público da Bahia determinou a suspensão imediata da parceria entre a prefeitura de Salvador e esse tal Instituto.

*Dever de Classe

O prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), comprou tablets “pedagógicos” de um tal “Instituto Alfa e Beto” para distribuir às crianças das escolas municipais da capital do Piauí. Segundo Kléber Montezuma (PSDB), secretário da Semec, “a prefeitura entregou, na última semana, 288 tablets para crianças de 29 escolas e Centro Municipal de Educação Infantil do município que desenvolvem Programa de Alfabetização com metodologia do Instituto Alfa e Beto”. Prossegue o secretário: “Os tablets estão equipados com aplicativos de jogos pedagógicos que devem despertar e estimular processo de alfabetização dos alunos”. “O futuro começa aqui!”, conclui Montezuma em seu perfil no facebook.

O Ministério Público e o Sindserm-The devem ficar alerta. Esse “Instituto Alfa e Beto” é acusado de produzir material didático que estimula racismo e sexismo entre os estudantes. De acordo com educadores de Salvador-BA, “existe nos kits do Alfa e Beto textos preconceituosos, que mostram que o belo é a pessoa da cor branca, que a mulher tem de ser submissa, que menino não deve usar a cor rosa”, ou seja, verdadeiros crimes contra a formação das crianças.

Por conta de inúmeras denúncias, o Ministério Público da Bahia determinou a suspensão imediata da parceria entre a prefeitura de Salvador e esse tal Instituto. As promotoras Rita Tourinho e Patrícia Medrado orientaram também a Secretaria Municipal de Educação a rescindir o contrato com essa empresa e adotar medidas administrativas com vistas a que fossem ressarcidos ao erário público quaisquer valores pagos à mesma, bem como a suspensão imediata do pagamento de qualquer parcela supostamente devida pela prefeitura em virtude do contrato feito à época. O valor da transação, feita em 2013, foi de R$ 12.330.340,00.

Os educadores que integram a própria Semec de Teresina são quadros muito qualificados. Têm, portanto, amplas condições de contribuir para a elaboração de políticas e métodos pedagógicos voltados de forma correta para a educação das crianças. Não há, assim, razões para a PMT contratar (a peso de ouro, certamente), empresas para deseducar os estudantes, a não ser motivos ligados a questões político-econômicas, vez que o dono do tal “Alfa e Beto” é também do PSDB.

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