BA: Educadores se posicionam contra as formas de opressão e em defesa da agroecologia

Com o lema “Educação do Campo: por uma escola agroecológica e da classe trabalhadora”, as atividades ocorreram com muita mística, animação e pelo “Fora Temer!”

Com o lema “Educação do Campo: por uma escola agroecológica e da classe trabalhadora”, as atividades ocorreram com muita mística, animação e pelo “Fora Temer!”

*Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia – Da Página do MST

Identidade, luta popular, educação do campo e agroecologia são os sentimentos que norteiam cerca de 350 profissionais da educação que participaram do 18º Encontro Estadual de Educadoras e Educadores do MST, no Centro de Treinamento da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), em Salvador.

Com o lema “Educação do Campo: por uma escola agroecológica e da classe trabalhadora”, as atividades tiveram início na manhã da quinta-feira (15) e se estendeu até sábado (17) com muita mística, animação e gritando “Fora Temer!”.

Na abertura do evento, logo cedo, enquanto a chuva caia lentamente nas gramas e folhas de árvores pertinho da plenária. A mística levou os participantes a um longo momento de reflexão.

Jozenilza Figueiredo, acredita que o encontro está se consolida como uma plataforma de formação e fortalecimento do coletivo estadual de educadores. “Para isso, nossa proposta é discutir criticamente as estruturas que existem na sociedade brasileira e ocupar as salas de aula com as construções coletivas da classe trabalhadora”.

Mística e luta

Para os militantes do MST, a mística é uma pratica essencial nos processos de luta, tendo a função de despertar a ludicidade e tocar no mais íntimo dos companheiros e companheiras que se dispõem, a cada dia, enfrentar o modelo opressor do capital através das diversas ferramentas construídas pela classe trabalhadora.

Nesse sentido, que uma diversidade de cantos, toques e expressões denunciaram os retrocessos políticos que ameaçam o avanço da educação do campo no Brasil.

Além disso, as raízes ancestrais e o contexto histórico de repressão e exploração através das diásporas indígenas e africanas estiveram presentes com o objetivo de reafirmar os valores sociais e culturais, que são transmitidos de geração em geração, como bases políticas para se pensar a agroecologia no contexto educativo.

Golpistas não passarão

Na abertura do evento, diversas representações públicas estaduais marcaram presença e saudou o espaço por compreender o momento tático para avançar significativamente na luta contra o governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (PMDB).

Fabia Reis, secretária de promoção da igualdade racial, disse que a educação do campo está conectada as nossas vidas e realidades. “Não podemos permitir nenhum retrocesso às políticas educativas que construímos quanto sujeitos políticos e nossa principal tarefa se apresenta neste contexto”.

Já Evanildo Costa, da direção nacional do MST, destacou que a educação do campo também é um espaço de luta e de enfrentamento direto as estruturas opressoras do sistema capitalista.

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