Parabéns professoras e professores, apesar de ACM Neto, Rui Costa e Temer

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O vereador Hilton Coelho (PSOL) emitiu uma nota pública sobre o Dia das Professoras e Professores onde ressalta que a construção de outro mundo passa pelo semear da liberdade, do questionamento, do saber crítico, que são as bases do trabalho do profissional em educação. Veja a nota na íntegra:

O Mandato da Resistência parabeniza todas as professoras e professores neste dia e em todos os outros. Desejamos e lutamos por maior valorização profissional, melhores condições de trabalho, salários dignos, manutenção e construção de novas escolas públicas de qualidade.

Apesar de tantas dificuldades, o dia 15 de outubro, Dia das Professoras e Professores, deve ser comemorado, sim. Este é mais um dia na luta das/dos que de fato se preocupam com a educação. Um ano de vários enfrentamentos. Ano em que a categoria se mobilizou para defender e ampliar os seus direitos na elaboração do novo Plano Municipal de Educação, contra a privatização do ensino e pela garantia da reserva de jornada, dentre outras lutas.

A luta das educadoras e educadores foi uma verdadeira aula de organização, disposição para resistir. Apesar da felicidade pelo seu dia, a categoria tem pouco a festejar também no que diz respeito às condições de trabalho. A Comissão de Educação da Câmara fez visitas sistemáticas às escolas municipais este ano e se deparou com os mais diversos problemas, como a inadequação de salas, de cadeiras, de banheiros com vazamentos e infiltrações. Um absurdo!

No âmbito estadual vemos o governador Rui Costa submeter mães e pais de famílias a humilhações sem receber seus salários e direitos trabalhista em dia. Para piorar o já trágico quadro da educação, resolveu utilizar o Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) para contratar de forma precária cerca de 11 mil funcionárias e funcionários que atuarão na educação. Uma exploração que repudiamos.

Mesmo com Temer, há muito a se comemorar no dia 15 de outubro. Escola sem partido, PEC 257, PEC 241, imposição de reformas no ensino médio, epidemia de assédio moral nas unidades de ensino… A lista de desafios é imensa e apontam para uma sequência de derrotas da categoria docente e de desprestígio da profissão. Haveria, então, o que comemorar no dia do/a professor/a? Para o mandato da resistência há muito a se celebrar.

As/os docentes são uma categoria extremamente mobilizada e que, mesmo com todos os ataques, mantém a sua dignidade por meio da luta. A mobilização das/os professoras/es municipais e estaduais na Bahia e em outros estados tem sido o principal foco de resistência dos trabalhadores no país. Além disso, a dignidade e importância social da profissão continuam relevantes, apesar da monstruosidade do momento.

São as/os professoras/es que facilitam o crescimento individual e coletivo dos estudantes, interferindo sobre a forma de ver o mundo e de se posicionarem na sociedade e permitindo o diálogo do conhecimento entre as gerações. Esse processo pedagógico é a base do funcionamento da sociedade. A construção de outro mundo passa pelo semear da liberdade, do questionamento, do saber crítico, que são as bases do trabalho do profissional em educação.

Estamos juntos na resistência e na luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade!

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