Frente Popular para Libertação da Palestina completa 49 anos de resistência

O MST reafirma a aliança com o povo palestino contra o colonialismo, pelo direito ao retorno dos refugiados e por um Estado Palestino único nas fronteiras históricas.

O MST reafirma a aliança com o povo palestino contra o colonialismo, pelo direito ao retorno dos refugiados e por um Estado Palestino único nas fronteiras históricas.

*Página do MST

Passados 68 anos da “Nakba” Palestina (a Catástrofe), a resistência que já passou pela primeira e pela segunda Intifadas segue de pé traçando caminhos para uma libertação nacional. Essa resistência se mantém acesa principalmente sustentada por organizações que não se moldam à conciliação, como a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP).
No dia 7 de dezembro de 1967, era criada a FPLP como um instrumento ligado às camadas populares da Palestina e defendendo o direito de um Estado Palestino único e soberano, nos marcos das fronteiras de antes de 1948. Hoje, esta organização está enraizada na base da sociedade palestina em todas as regiões, Cisjordânia, Jerusalém e Faixa de Gaza (nesta última, onde realizam frequentemente demonstrações massivas com mais de 60 mil participantes).

Confira a declaração do MST congratulando a FPLP na passagem do aniversário de sua fundação:

São Paulo, Brasil, 07 de dezembro de 2016.

Para: Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP)

HOMENAGEM PELOS 49 ANOS DE LUTA CONTRA O COLONIALISMO, PELO DIREITO AO RETORNO E PELA LIBERTAÇÃO NACIONAL!

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST Brasil, vem homenagear os militantes e mártires da FPLP e de toda a resistência palestina nesse aniversário de 49 anos de uma organização que luta por paz, justiça e direitos humanos na Palestina. A luta anticolonialista sempre foi uma luta prolongada, com momentos de ofensiva e defensiva, com erros e acertos, mas quando uma causa é justa a vitória é certa. Quanto tempo e quantas dificuldades não sofreram os povos do Vietnã e da África do Sul antes que pudessem se ver livres do colonialismo e do regime do Apartheid? Mas eles venceram, e nenhuma força militar, por mais poderosa, conseguiu impedir a marcha do povo pela sua libertação. Assim será na Palestina. O caminho da luta e da resistência é o caminho da justiça e da vitória.

A luta anticolonialista é uma luta justa, que tem apoio no direito internacional e nas próprias resoluções da ONU. O movimento de libertação nacional na Palestina é um movimento de legítima defesa diante da ilegal ocupação colonialista do chamado “Estado de Israel”. A ONU não tinha o direito de dividir a Palestina em 29 de novembro de 1947. As causas do conflito atual são o colonialismo sionista, o colonialismo britânico, a partilha da Palestina e a criação do Estado de Israel, pois antes desses fenômenos políticos e sociais judeus, cristãos e muçulmanos viviam em paz e coexistência pacífica em todo o território da Palestina. Os fracassos de Oslo só tem fortalecido cada vez mais a ideia de que no futuro deverá existir um Estado Palestino único, laico e democrático, em toda a Palestina histórica, onde todos os cidadãos terão direitos iguais, independente da religião ou posição política.

Desde dezembro de 1967 o povo palestino conta com esta legítima organização que é a FPLP. Sabemos de seus esforços para construir a unidade nacional palestina e para democratizar e recuperar o prestígio e a força da OLP, e desejamos que tenham sucesso nesses objetivos. Os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil acompanham com muita emoção e solidariedade a luta do povo palestino e cresce a cada dia o apoio brasileiro a esta justa reivindicação de independência nacional, autodeterminação e soberania. Que um dia os palestinos possam ter o controle de suas terras, águas, de suas estradas, de suas fronteiras, que as pessoas possam um dia caminhar livres entre as vilas e cidades, do Rio Jordão até o Mar Mediterrâneo, que possam todos frequentar Jerusalém, a capital do Estado da Palestina, que possam rezar, caminhar com seus filhos livremente, contar histórias sobre seu povo, sem que sejam reprimidos, presos, torturados, mortos.

A política de genocídio, limpeza étnica e apartheid executada por todos os governos sionistas será derrotada. Também nos alegra saber que existem cidadãos israelenses e também judeus que hoje se manifestam contra a ocupação da Palestina, pois mostra que esta causa não tem religião nem fronteiras, é uma causa de toda a humanidade, de todos os indivíduos que ainda tem capacidade de se indignar diante de uma injustiça.

Uma lembrança especial para os prisioneiros políticos palestinos e seus familiares: um dia serão todos livres, e viverão felizes com sua família, e poderão se orgulhar de contar às novas gerações que seu sacríficio foi fundamental para construir uma pátria livre e com paz, democracia e justiça.

Pelo fim do colonialismo israelense! Pelo direito de retorno dos refugiados palestinos! Pela libertação de todos os presos políticos palestinos!

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA – MST BRASIL

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