Derrotar nas ruas a reforma da previdência é a solução, afirma o vereador Hilton Coelho (PSOL)

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Para o vereador Hilton Coelho (PSOL) “a proposta da reforma da Previdência apresentada pelo presidente ilegítimo Michel Temer é a mais danosa aos interesses da maioria da população trabalhadora apresentada após a Constituição de 1988. É na verdade uma contrarreforma com característica extremamente dura e perversa. Quero ver os aliados de Temer, a exemplo do prefeito ACM Neto (DEM), enfrentarem a revolta da população que acontecerá quando ficarem nítidas as desvantagens que ela traz em seu conteúdo”, disse.

O legislador acredita que a reação popular será maior que em relação a PEC 241/55. “A PEC 241/55 trata de um novo regime fiscal no qual o governo eleva os gastos de acordo com o índice de inflação do ano anterior. Não conseguimos passar essa informação de forma a transformá-la em manifestações porque aparece como um conceito abstrato. Já a Previdência é algo muito objetivo, mexe no bolso e com a vida de cada brasileira, de cada brasileiro que trabalha. Quem tem direito hoje a um benefício ou aposentadoria especial vai ver que a proposta elimina praticamente todas. É uma reforma muito dura que encontrará uma resistência muito grande. Vamos reagir”.

Em relação à maioria governista na Câmara, Hilton Coelho mostra que a oposição, em tese, é composta por 98 parlamentares e 415 são de partidos da base governista. “As manifestações de rua precisam ser grandes e fortes para mostrar que os parlamentares perderão se votarem com o governo. Como a base governista é fisiológica, buscam vantagem em tudo, temerão perder o mandato nas próximas eleições”.

Ele acrescenta não ter “dúvidas em declarar que os maiores beneficiários da reforma previdenciária serão os banqueiros. Na medida em que se restringe o acesso a benefícios de caráter oficial e se alonga o tempo para acesso, é natural que as pessoas com renda busquem aportar recursos na previdência complementar privada. Esse ajuste não tem só a perna fiscal, de cortar gastos do governo, tem também pressão do mercado, dos bancos e seguradoras da área de previdência”.

Hilton Coelho conclui afirmando que “as entidades representativas, as centrais sindicais e os partidos oposicionistas conquistem a opinião pública mostrando a necessidade do fim das desonerações, cobrança rigorosa da dívida dos sonegadores, em especial os ruralistas. Uma reforma muito pesada para os trabalhadores, em especial para as mulheres, que tem que trabalhar mais 10 anos no mínimo, e também penaliza brutalmente o trabalhador rural. Isso é não saber o quanto é extenuante o trabalho no campo. A reforma atinge a todos, não apenas os servidores públicos. Viola os direitos e garantias fundamentais, piora as condições de vida da população brasileira. A reação popular precisa e será intensa”.

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