Arquivo do mês: março 2018

Exposição Lugar de Terra, arte em cerâmica, na Escola de Belas Artes da UFBA nesta segunda-feira, 2 de abril

Lugar de Terra – Obras em Cerâmica de Sarah Hallelujah, Déba, João Pedro Rodrigues, Luíz Marcelo Gomes Barboza, Maria Júlia Santos Castro, Yane Andrade.

Abertura: 02 de abril, segunda-feira, às 19h

A Exposição Lugar de Terra é composta por trabalhos inéditos em cerâmica realizados em 2017 por alunos do curso de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Federal do Vale do São Francisco localizada na fronteira dos estados da Bahia e Pernambuco. Com curadoria de Sarah Hallelujah, artista e professora de Cerâmica do curso que irá também expor o seu trabalho. Estará aberta ao publico na Galeria Cañizares da Escola de Belas Artes da UFBA a partir do dia 03 de abril e permanecerá até o dia 22 do mesmo mês.

Serão expostas seis obras de dimensões variadas todas explorando as potencialidades da cerâmica enquanto linguagem, em uma busca estética e poética que irá estabelecer um diálogo com o território do Semiárido Brasileiro e médio São Francisco.

A exposição surge a partir da observação de uma prática coletiva dentro do laboratório, da investigação da técnica cerâmica atravessada por questões relativas ao território e o espaço geográfico, simbólico, espiritual, econômico dessa região, assim, por meio do labor com a argila irrompe uma urgência territorial. Esses discentes.artistas em breve professores de Artes Visuais urgem pensar o seu espaço de morada, de convívio, de trabalho, de lazer…Espaço que foi tomado por um crescimento econômico acelerado e que possui dramáticas intensidades que provocaram esses habitantes do semiárido brasileiro a pensarem seu LUGAR DE TERRA. Para o Lab. Cerâmica os alunos do curso de licenciatura em Artes Visuais levaram suas inquietações para que pudessem pensar como um coletivo os recortes realizados sobre o território em que vivem, trabalhar a argila enquanto território.

Na perspectiva de que esses territórios são múltiplos, plurais, subjetivos e que ocupam além do espaço geográfico o lugar da imanência, eles estão em formação, como poderíamos por meio da técnica cerâmica estabelecer relações com a ideia de território, sendo que para cada um a urgência territorial é uma e outra, ou muitas.

Curadora: Sarah Hallelujah

sarahallelujah@hotmail.com

Tel. 74 991006061

SERVIÇO:

O QUE: Exposição LUGAR DE TERRA – Déba (Débora Viana), João Pedro Rodrigues, Luíz Marcelo Gomes Barboza, Maria Júlia Santos Castro, Sarah Hallelujah, Yane Andrade.

QUANDO: Abertura – 02 de abril às 19 horas

                  Visitação – 03 a 22 de abril, 9 às 17 horas

ONDE: Escola de Belas Artes da UFBA – Galeria Cañizares

            Av. Araújo Pinho, 212, Canela. Salvador – Bahia – Brasil

*Favor entrar em contato com Débora Viana para mais informações através do telefone nº. (74) 99121-8959

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URGENTE – Despejo de 40 famílias pode ocorrer na manhã desta terça-feira, 06, no Subúrbio Ferroviário

O Movimento Sem Teto da Bahia (MSTB) informa que nesta segunda-feira, 05, cerca de 40 famílias da ocupação do MSTB em Escada, Subúrbio Ferroviário de Salvador, foram intimidadas pela Polícia Militar e representantes da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), do governo estadual. Invadiram a ocupação e obrigaram os moradores a assinarem um documento intitulado de “identificação das famílias e notificação”.

Em seguida, as famílias foram informadas que amanhã (terça-feira, 06) todas elas serão despejadas do local. O ato que o MSTB classifica como ilegal, porque não foi apresentada nenhuma ordem judicial, e violenta, porque atinge a tranquilidade psicológica de cada moradora, cada morador, foi um ultimato e a manhã desta terça-feira poderá ser de violência contra famílias que não têm onde morar.

“Deram 48 horas e amanhã é o prazo. São 40 famílias que assinaram o documento acreditando ser um cadastro de moradia, mas na verdade era uma notificação de despejo. Existe uma  mesa de negociação em aberto com major da PM Paulo Sérgio, mediador de conflitos fundiários. Onde fica o respeito? Sem o mínimo de conversa não podem retirar  as famílias, com crianças, pessoas com dificuldades de locomoção, idosos etc. Serão jogadas ao relento tendo em vista que não têm onde morar?”, questiona uma liderança da ocupação que assegura que haverá resistência.

Solicitamos que a imprensa, entidades representativas, pessoas em geral, estejam presentes no local para evitar que ocorra uma violência policial orientada pelo governo estadual contra pessoas sem teto.

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Grupo denuncia Estado de não investigar crimes de intolerância religiosa no AM

Mesmo relatando a intolerância no B.O foi registrada apenas a ameaça. Foto: Márcio Silva

*A Critica – Silane Souza Manaus (AM)

Representantes do Povo Tradicional de Terreiro de Matriz Africana de Manaus foram nesta segunda-feira (5) ao Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM) denunciar o Estado por não tomar as medidas cabíveis para acolhimento das denúncias de crimes de intolerância religiosa, bem como de proteção as vítimas. A ação é motivada por uma tentativa de assassinato contra um pai de santo ocorrida no último dia 1º, por volta de 20h, na rua Louro Tachi, bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte.

De acordo com o presidente da Articulação Amazônica de Povos Tradicionais de Matriz Africana (Aratrama), Alberto Jorge, após a Recomendação 009/2014 do MPF-AM, o Estado do Amazonas, por meio da portaria normativa 000611014-GDG/PC, atribuiu a Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops) o registro e apuração das notícias crimes por motivação religiosa, cabendo as demais unidades policiais tal competência nos horários que a Deops não funciona. Mas os delegados se negam a fazer isso.

Ele citou como exemplo a situação vivenciada pelo pai de santo André Luiz Ferreira Franco, 45, que quase foi morto, no último dia 1º, dentro da própria casa, e houve negativa por parte do 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP) em registrar o caso como sendo de crime de ódio religioso quando todas as evidências apontavam para tal situação. “Esse tipo de ocorrência sempre é tipificada como ‘briga de vizinho’. Não dá mais para aceitar. Não é problema só de Manaus, acontece em todos os municípios do Estado”, afirmou.

Agressão

André Franco contou ao A CRÍTICA que no dia da ocorrência estava em sua casa, com cerca de 15 pessoas, inclusive crianças, mulheres grávidas e idosos, realizando as funções (ritos) quando o vizinho Laércio dos Santos Vieira, que estava bebendo, olhou por cima do muro baixo e viu o que estava acontecendo ficou transtornado. “Ele ficou gritando alto que ia acabar com essa macumba. Não demorou muito ele deu um pisão no meu portão que abriu completamente e entrou com uma faca dizendo: macumbeiro safado eu vou te matar”.

E só não matou, conforme Franco, porque um pastor da igreja que Laércio frequenta passou na hora e o reconheceu. Na hora, entrou na casa, o imobilizou e desarmou. “Ele (Laércio) foi levado para a casa dele e ficou atirando pedra e pau para dentro da minha casa. Eu acionei a polícia, liguei umas 12 vezes, e a viatura só apareceu porque um dos meus filhos de santo foi atrás. Registrei Boletim de Ocorrência (B.O), o agressor ficou detido, mas no outro dia foi solto. Ontem (sábado) mesmo ele já estava me ameaçando”, afirmou.

Franco disse que está vivendo um drama. Uma situação muito séria e não tem proteção de nenhum órgão. “Nem a delegada do 18º DIP aceitou registrar o caso como crime de intolerância religiosa. Disse que ele não podia responder pelo crime porque não estava respondendo por ele porque estava bêbado. Isso não existe. Eu estou morando aqui há um mês. Ele não me conhece, não sabe meu nome, nem da minha vida. Não pode ser briga de vizinho. Ele não tem nada contra mim a não ser minha religião”.

A CRÍTICA tentou falar com Laércio dos Santos Vieira, mas não o encontrou em seu endereço.

Uma morte em 4 anos

De acordo com Alberto Jorge, de 2014 para cá, houve o assassinato do pai de santo Rafael da Silva Medeiros, 28, além de duas tentativas de homicídio por arma branca contra pais de santo. Uma mãe de santo quase morreu ao ser atingida por uma pedra que foi arremessada para dentro do terreiro dela.

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Fórum Alternativo Mundial da Água é contra a privatização de mananciais

*Agência Brasil

De 19 a 22 de março, ocorrerá em Brasília, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, o Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA). O evento vai debater temas como o controle social das fontes de água, o acesso democrático à água, a luta contra as privatizações dos mananciais e barragens, a defesa dos povos atingidos, os serviços públicos de água e saneamento e as políticas públicas necessárias para o controle social do uso da água e preservação ambiental.  O FAMA será realizado no mesmo período do 8º Fórum Mundial da Água.

É a primeira vez que o Fórum Alternativo Mundial da Água é realizado no Brasil, assim como o Fórum Mundial da Água. A estimativa é de que 6 mil a 7 mil pessoas participem dos cinco dias do FAMA, que reunirá cerca de 4 mil dos inscritos em um acampamento no Pavilhão do Parque da Cidade.

A principal bandeira do Fórum Alternativo é mostrar que a água é um bem natural e está a serviço da humanidade, não podendo ser mercantilizada. Além disso, servir aos povos, a produção de alimentos, ao acesso das pessoas e não servir a interesses financeiros. O ato termina no dia 22, com uma marcha em defesa da água para alertar, em especial a população de Brasília, do problema da crise hídrica.

Para o representante do Movimento dos Pequenos Agricultores, Bruno Pilon, que também é um dos coordenadores do FAMA, a maior preocupação é com o grande número de privatizações dos sistemas públicos de distribuição de água e energia. “Por que fazer o Fórum Mundial aqui no Brasil, neste momento em que está aumentando tanto a questão das privatizações no nosso país?, questiona. Para Pilon, a água é um bem público e ela não deve ser mercantilizada. “A gente sabe que esse processo aumenta os custos para os consumidores, além de você colocar diversas barreiras ao acesso”, alerta.

Bruno Pilon lembra que o que se tem verificado é que as punições aplicadas às multinacionais por conta dos desastres ambientais não têm sido rigorosas. E cita como exemplos a tragédia do município de Mariana, em Minas Gerais, onde o Rio Doce não foi até agora recuperado, e o caso de Barcarena, no nordeste do Pará, em que a mineradora Hydro se nega a assumir responsabilidade pelas contaminações.

O representante do Movimento dos Pequenos Agricultores destaca que a organização não participará do Fórum Mundial por entender que “não estão representadas as vontades e as necessidades do povo, existindo ali uma batalha de ideias e por estar a serviço das grandes corporações e dos grandes impérios”.

Já o representante da Frente Povo Sem Medo, Thiago Dávila, declarou que a ideia é fazer do Fórum Alternativo Mundial da Água um evento dos povos. Por isso, não considera nada razoável o cidadão ter que pagar para participar do Fórum Mundial da Água, o que o impede de ser mais participativo. “O Brasil é o país que tem a maior reserva de água doce no mundo. Antes nos vangloriávamos de ter o maior aquífero do mundo, o aquífero Guarani, e logo depois descobrimos que o Aquífero Alter do Chão é quatro vezes maior. O Brasil assume um papel estratégico nesse processo. E nós precisamos organizar uma resistência mundial, defendendo a necessidade de ser feito um processo participativo, politizado, democrático”, cobra Dávila.

O representante da Frente Povo Sem Medo também questiona o financiamento para a realização do Fórum Mundial. “A gente sabe que é o governo estadual, municipal, federal, quem paga e financia o Fórum das Corporações e nós não temos acesso a isso. Nós acreditamos que a falta de transparência, priorização e a perspectiva, inclusive de utilizar a força física, a força bélica para impedir o debate democrático do Fórum Alternativo é muito grave”, lamenta Thiago Dávila.

Ele explica que a coordenação nacional do FAMA é composta por diversos movimentos, onde os projetos devem ser pautados pelos interesses do povo. Cita como exemplo a questão da transposição do Rio São Francisco. “O processo de escassez de água sempre atinge a população mais pobre. O desastre ambiental planetário, o aquecimento global sempre atinge a população mais pobre. E essa é a nossa preocupação principal”, argumentou o representante da Frente.

Sobre o agronegócio, Thiago Dávila revelou apreensão, pois segundo ele os governos não levam em conta que cerca de 70% da água distribuída no país vai para o setor e o governo culpa a sociedade das grandes cidades pela escassez de água.

É preciso construir uma nova cultura da água, sustentada em valores éticos, ecológicos e culturais que garantam a inclusão e a justiça socioambiental, prezando pela transparência e participação popular ampla e representativa dos diferentes setores da sociedade. É fundamental a compreensão de que água é um bem comum que não pode ser gerido por interesses privados.

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África do Sul se prepara para celebrar o centenário de Nelson Mandela

Nelson Mandela é um dos principais nomes da luta anti-racista em todo o mundo. Madiba, como é chamado pelos sul-africanos, ficou preso por décadas por enfrentar o regime do Apartheid.

*Alma Preta

No dia 18 de julho de 2018 o sul-africano Nelson Mandela faria 100 anos. Para celebrar o ex-presidente, que tem sua imagem associada à luta pela liberdade e igualdade no mundo, festas, eventos e shows marcarão o ano. Além disso, um inventivo aplicativo desenvolvido pelo escritório de turismo da África do Sul faz com que qualquer um possa vestir os sapatos do líder e ter a experiência de percorrer os passos de Madiba, como Mandela é carinhosamente chamado por lá.

Caminhar pela chamada “Jornada de Mandela” significa passar pelos diversos pontos turísticos relacionados à sua história e poder compreender melhor a essência da luta pela liberdade. Para orientar os viajantes, foi criado o aplicativo Madiba’s Journey (A Jornada de Madiba), que usa dados de localização dos usuários para indicar em tempo real a que distância eles se encontram das atrações, além de ajudar na organização de itinerários. O aplicativo também fornece uma série de informações em português sobre os lugares, com textos e áudios a respeito das atrações, mapas e galerias de fotos; de modo que mesmo quem não pode estar na África do Sul tem a chance de conhecer de forma íntima e comovente a história de Mandela. Além disso, o app facilita o compartilhamento da experiência nas redes sociais e possui um sistema de recompensas ligado ao nível de engajamento online do usuário.

Entre os locais icônicos que é possível visitar está o Soweto, em Joanesburgo. Inicialmente concebida como uma “township”, ou seja, uma área urbana criada para a construção de habitações para não-brancos, a região foi um importante foco de resistência no período do Apartheid. Hoje, Soweto recebe uma grande quantidade de turistas, que se concentram especialmente na Vilakazi Street¸ única rua do mundo onde viveram dois vencedores do Prêmio Nobel da Paz: o arcebispo emérito Desmond Tutu e Nelson Mandela. Entre os locais que podem ser visitados por ali está a casa onde Madiba viveu por 15 anos, hoje um museu.

Já na Cidade do Cabo, é imperdível a ida à Robben Island, prisão onde Mandela passou 18 dos 27 anos em que ficou encarcerado. Ao chegar à ilha, após 30 minutos em um barco que sai do V&A Waterfront, os visitantes fazem um tour dividido em duas partes: uma a pé por dentro da prisão, onde são conduzidos por um ex-prisioneiro político que os leva, inclusive, à cela onde dormia Mandela; e uma de ônibus pela ilha, onde é possível saber mais sobre a vida dos homens que estiveram lá durante o Apartheid, além de conhecer todo o histórico do local, que já foi até base militar e colônia de leprosos.

Além desses dois pontos icônicos, alguns outros indicados pelo aplicativo são a Praça Nelson Mandela e o Museu do Apartheid, em Joanesburgo; a escultura Volting Line, em Port Elizabeth, que representa as primeiras eleições democráticas da África do Sul, realizadas em 1994; o local da captura de Mandela, que é chamado de Howik e fica em KwaZulu-Natal, onde há uma bela escultura em sua homenagem; entre muitos outros. É possível percorrer o país e estar sempre acompanhado pela história de Madiba.

“A África do Sul e o mundo devem muito a Mandela, especialmente nesse momento em que estamos vendo tanta injustiça e desigualdade. Lembrar de sua história, e de como superou preconceitos para nos deixar lições preciosas a respeito de amor e perdão é um pouco do que podemos fazer em homenagem a ele”, diz Tatiana Isler, representante do South African Tourism no Brasil.

O aplicativo Madiba’s Journey está disponível para download no iTunes da Apple (para smartphones com sistema iOS) e no Google Play (para Android).

Links para download do aplicativo:

iTunes: http://migre.me/poYGv

Google Play: http://migre.me/poYJL

Também foi desenvolvido um mapa em arquivo PDF que contém boa parte das informações presentes no aplicativo. Para fazer download é só acessar: http://www.ticomunicacoes.com/SAT/MapaMandela.PDF

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General Mourão homenageia torturador Ustra e pede ainda mais repressão no RJ

*Flávia Telles – Esquerda Diário

Mourão se despediu do exército saudando o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, torturador reconhecido da ditadura militar, que segundo relatório final da Comissão da Verdade de dezembro de 2014, é responsável por 45 mortes e desaparecimentos enquanto estava no comando no DOI-CODI e mais 376 mortes na ditadura. Um absurdo que é incabível num país como o nosso onde a ditadura militar foi responsável por aumento de mortes de opositores ao regime, e ao contrário do que querem pregar hoje pela elevação da corrupção.

Em seguida defendeu que a intervenção deveria ser mais agressiva, classificando de “meia-sola” como é hoje, já que segundo ele todos deveriam ser afastados, incluindo aí Temer e o governador do estado, para que o exército tivesse controle total da situação. Uma demonstração de sua disposição em escalar a intervenção do exército na política, algo que só pode levar a mais autoritarismo e ataque aos direitos democráticos do povo trabalhador, como discutimos aqui.

O General mostra assim que seu compromisso é com a repressão, violência e assassinatos. Como denunciamos aqui, a intervenção não resolve nenhum problema de segurança, já que as mortes e tiroteios aumentaramem apenas 10 dias de intervenção.

Mourão quer que o interventor tenha ainda mais poderes do que já tem hoje, para seguir não só com as revistas abusivas contra as crianças e toda a população, mas que avance ainda mais na repressão e controle da população carioca.

Declarou também que apoia Bolsonaro nas eleições presidenciais este ano, dizendo “se tiver que subir no palanque, eu subo”. Defende o que tem de mais reacionário e nojento, uma expressão da podridão que se aprofunda a partir do golpe, agora seguindo seu curso.

Como podemos ver, o golpe segue bem. Fazendo com que um general como Mourão possa vir à público falar os absurdos que fala, defender torturadores, machistas, misóginos sem nenhum problema.

Para enfrentar cada um desses ataques e absurdos de Temer, do judiciário e do exército, precisamos nos apoiar na luta de classes, com os métodos históricos da classe trabalhadora, rompendo com a paralisia e a trégua da conciliação petista para defender cada direito elementar dessa democracia dos ricos e avançar para as demandas que podem realmente resolver cada problema da vida dos trabalhadores e da juventude.

foto: Diego Vara/Agência RBS/Folhapress

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Indígenas denunciam falta de consulta e direcionamento político em editais da Sesai

Além do direcionamento político, organizações e povos apontam falta de transparência e consulta prévia para a elaboração dos editais. Apib afirma que movimento indígena não aceitará modelo

*Por Renato Santana, no Cimi

Um ofício do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) do Maranhão e a abertura de inquérito pelo Ministério Público Federal (MPF) para investigar o chamamento público da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) no Mato Grosso do Sul trouxeram de volta à pauta dos povos indígenas a ampliação da terceirização do Subsistema de Saúde Indígena. Na semana passada, representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) afirmaram ao secretário Marco Antônio Toccolini, indicado do PMDB à Sesai, que o movimento indígena não aceitará o modelo adotado, sem consulta aos povos.

Sônia Guajajara integra a coordenação da Apib e no Maranhão tem como atividade profissional a saúde indígena. Ela afirma que um documento foi protocolado na 6ª câmara de Coordenação e Revisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciando a publicação dos chamamentos como “violação de direitos”. Outro caminho definido pelo movimento indígena, conforme Sônia, é a deflagração de mobilizações regionais e em Brasília, elencando a pauta como uma das prioridades para o Acampamento Terra Livre (ATL) deste ano, que deverá ocorrer no final do semestre na Capital Federal.

Os Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI´s) já contemplados com os chamamentos publicados no Diário Oficial da União (DOU), mas sem definição das terceirizadas vencedoras do certame, são: Maranhão, Mato Grosso do Sul e Litoral Sul. A situação do DSEI Amapá e Norte do Pará está definida e o Instituto Ovídio Machado venceu a concorrência. Porém, os órgãos de controle social questionam o fato da empresa nunca ter trabalhado com saúde indígena. Nos editais seguintes foi suprimida a exigência de experiência pregressa em trabalhos com a questão indígena. Por essa razão, o DSEI-MA pediu ao MPF o cancelamento do chamamento.

“A saúde não pode ser entregue nas mãos de empresas sem que nossas argumentações sejam levadas em consideração”, diz trecho do ofício assinado pelo presidente do Condisi/MA, Cry’cry Krikati. Conforme denuncia o indígena, o Instituto Ovídio Machado, com sede em São Luís, se trata de uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que possui ligações com parlamentares do PMDB, sobretudo aqueles atrelados à família Sarney. O partido de Michel Temer e Romero Jucá tem dado as cartas na Sesai com indicações políticas, caso do atual secretário.

Em dezembro, os chamamentos para os distritos do Maranhão e Mato Grosso do Sul foram publicados e retificados. Para Cry’cry Krikati essa mudança ocorreu justamente para melhor adequar o edital ao perfil desejado pelo lobby político hegemônico na Sesai. O descontentamento é generalizado. “Nós sabíamos que o chamamento público tinha que acontecer até porque foi uma demanda do controle social e do movimento indígena. A elaboração dos editais é que não foi correta, pois deveria ter a participação do controle social e não teve. Fizeram entre a Sesai e o Ministério da Saúde sem passar pelo controle social”, afirma Paulo Tupiniquim, coordenador da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas gerais e Espírito Santo (Apoinme).

“A saúde não pode ser entregue nas mãos de empresas sem que nossas argumentações sejam levadas em consideração”, diz Cry’cry Krikati

 

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