Entidades, organizações e movimentos populares denunciam envolvimento do presidente haitiano com gangues e assassinatos

Em carta aberta organizações, partidos políticos e movimentos populares denunciam a série de atentados e chacinas associados a gangue G9 – Jovenel Moïse. Foto: AP/Dieu Nalio Chery

*Da Agência de Imprensa Popular Haitiana – AIPH*

Em carta aberta, organizações, partidos políticos e movimentos populares denunciam o presidente do Haiti, Jovenel Moïse, por envolvimento em crimes ocorridos no país no final do mês de agosto. O governo de Moïse também é acusado de envolvimento no assassinato do advogado Monferrier Dorval, reitor da Ordem dos Advogados de Porto Príncipe.

As circunstâncias da morte de Dorval não foram esclarecidas. O advogado morava na área do Pélerin 5, na capital Porto do Príncipe – a mesma em que reside o presidente e que é conhecida pela segurança local.

O país vem sofrendo com uma série de atentados e chacinas associados a gangue G9, incluindo o massacre de Bel-Air, que durou três dias e vitimou 14 pessoas. As operações, segundo denúncias, são muito semelhantes aos atos cometidos pelos soldados americanos no país durante a época da ocupação entre 1915-1934.

Assassinatos frequentes

Em 27 de agosto, criminosos de motocicleta assassinaram Michel Saieh, o proprietário de Piyay Makét (supermercado) localizado perto do palácio nacional. Segundo testemunhas, vários bandidos em motocicletas cercaram todo o perímetro para que a vítima não tivesse como escapar da emboscada. No mesmo dia, Wilner, Frantz Adrien Boni, também foram assassinados. Boni comandava um programa de críticas humorísticas ao governo.

Jovenel Moïse do Haiti e sua relação com a gangue G9

De acordo com a Comissão Nacional de Desarmamento, Desmantelamento e Reintegração (CNDDR) existem hoje 76 gangues armadas no Haiti. A entidade, que é governamental, afirmou em comunicado recente manter o que chamaram de “bom relacionamento” com a gangue g9.

Além da CNDDR – que mantém uma atuação questionável diante das gangue –, a Polícia Nacional também está sendo colocada em xeque, acusada de ser um braço forte do presidente Moïse e de ter policiais que fazem parte de gangues que atuam como um poder paralelo agindo sem qualquer intervenção no país. Além disso, manifestações pacíficas são dispersadas com brutalidade.

*Da Agência de Imprensa Popular Haitiana – AIPH, com colaboração da Brigada Internacionalista Jean Jaques Dessalines/HAITI.

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