A exemplo de Minas Gerais, Bahia poderá involuir em saneamento com abertura de capital da Embasa

*Sindae

Exemplo a não ser seguido: abertura de capital da Copasa reduziu cobertura do abastecimento de água e o valor do metro cúbico de água subiu em Minas Gerais

A promessa era que a cobertura no abastecimento de água e do esgotamento sanitário chegaria a 100% da população atendida pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), pelo menos, foi essa a justificativa do então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, quando realizou a abertura de capital, dando o primeiro passo para a privatização dos serviços de água e esgoto no estado.

No entanto, um estudo inédito do Conselho Federal de Administração sobre Governança, Planejamento e Gestão Estratégica de Serviços de Água e Esgotos revela que a Copasa reduziu a sua cobertura entre 2006, quando abriu seu capital e 2016 (último ano com dados disponíveis pelo Ministério das Cidades). O diagnóstico, apresentado ao atual governador Romeu Zema, revelou que no quesito “abastecimento com água tratada” a involução foi de 71% para 62% e, em ‘coleta de esgoto”, de 56% para 47%. Em contrapartida, o valor do metro cúbico de água subiu de R$2,28 para R$4,01.

A dura realidade que os mineiros estão enfrentando é um cenário que a Bahia pode passar nos próximos anos, se a proposta de abertura do capital que tanto o Governador Rui Costa defende, se tornar realidade.

O péssimo modelo de Minas Gerais, ainda se torna mais impróprio, depois das últimas declarações feitas por Romeu Zema, para que a Assembleia Legislativa derrube uma norma que obriga a convocação de plebiscito para privatizar empresas. Num autoritarismo de quem quer transformar a Copasa numa máquina de caça níquel, Zema afirmou para um veículo de comunicação, no dia 9 de setembro: “não faz sentido consultar o povo”.

O Sindicato dos Trabalhadores de Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado da Bahia – Sindae – acompanha de perto a situação em Minas Gerais e acredita que só resta a esperança de que o Poder Legislativo e o povo de Minas Gerais se mobilizem contra a privataria em curso, defendendo a Copasa como um patrimônio público que presta serviços essenciais de saúde em quase todo o Estado, impedindo que as populações pobres fiquem, ainda mais, sem saneamento.

Para que a Embasa não chegue a esse ponto que a Copasa e os mineiros estão enfrentando, o Sindae continua em sua luta, exigindo do governador Rui Costa explicações, tanto pela imprensa quanto por meio de ofícios, sobre quais estudos basearam a sua decisão em abrir o capital, uma vez que exemplos mal sucedidos não faltam.

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