Com insinuações de guerra pela Amazônia, Bolsonaro abraça o status de “pária internacional”

*ClimaInfo

Bolsonaro parece não ter digerido bem a derrota de seu ídolo e aliado Donald Trump nos EUA. Em um discurso caótico na 3ª feira passada (10/11), o presidente ironizou o isolamento político que o Brasil deve encarar nos próximos meses, sem o apoio dos EUA, e ainda insinuou a possibilidade de um confronto militar com o futuro governo Biden por conta das críticas feitas pelo presidente-eleito dos EUA à situação ambiental da Amazônia. “Como é que nós vamos fazer frente a tudo isso? Apenas pela diplomacia não dá. Depois que acabar a saliva, tem que ter pólvora”.

Questionado, o vice-presidente Mourão mais uma vez tentou colocar panos quentes e disse que as afirmações de Bolsonaro são “figura de retórica”. Paulo Guedes também foi ao socorro presidencial e disse não ver problemas potenciais no relacionamento entre Brasil e EUA sob o governo Biden. Os militares por sua vez, mais uma vez colocados em uma fria pela língua de Bolsonaro, também minimizaram os comentários do presidente. Curiosamente, poucas horas após o discurso de Bolsonaro, o embaixador dos EUA no Brasil Todd Chapman postou um vídeo no Twitter celebrando o aniversário do corpo de fuzileiros navais do seu país, exaltando o poderio militar norte-americano.

No UOL, Leonardo Sakamoto lembrou que, mais uma vez, Bolsonaro recorreu a declarações explosivas e polêmicas para tentar desviar a atenção pública de escândalos reais e potenciais que cercam a família do presidente, além do desastre econômico vivido pelo país nos últimos meses. O falatório presidencial foi amplamente repercutido, com destaques em El País Brasil, Estadão, Folha, Globonews, O Globo, Reuters e Valor, entre outros.

Em tempo: Enquanto os militares não preparam a invasão da Flórida, eles seguem ocupando cargos importantes em órgãos de proteção ambiental no Brasil. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) indicou que a militarização dos cargos de chefia do Ibama, promovida desde o ano passado por Ricardo Salles, desrespeitou regras e procedimentos oficiais impostos pelo próprio governo Bolsonaro. O TCU analisou a nomeação de 3 oficiais do exército e 4 da Polícia Militar de São Paulo e um advogado que não atendem aos critérios mínimos de experiência profissional e conhecimento técnico previstos em lei. O Estadão deu mais detalhes.

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