Arquivo do mês: dezembro 2020

Isolado no exterior, Brasil pode perder direito a voto na ONU por causa de dívidas

*ClimaInfo

A diplomacia brasileira teve um 2020 desastroso. Incapaz de reagir de maneira efetiva às cobranças da comunidade internacional sobre o desgoverno ambiental de Bolsonaro, o Itamaraty se viu cada vez mais isolado no tabuleiro global. Ao que tudo indica, no entanto, 2021 pode começar ainda pior: caso o Brasil não quite ao menos US$ 113,5 milhões da dívida de US$ 390 milhões que possui com a ONU, o país perderá pela 1ª vez em sua história o direito ao voto na Assembleia Geral e nos conselhos dos quais ele faz parte.

Segundo informaram Daniel Rittner e Renan Truffi no Valor, a equipe do chanceler Ernesto Araújo corre contra o tempo para que o Congresso Nacional aprove o quanto antes uma suplementação orçamentária de R$ 2,8 bilhões. A proposta, que precisa ser apreciada conjuntamente por deputados e senadores, estava prevista para votação na última 4ª feira (16/12), mas caiu por falta de acordo entre os parlamentares. Como o Legislativo deve entrar em recesso de fim de ano, existe o sério risco de que o dinheiro não seja liberado a tempo de impedir o que seria um verdadeiro desastre diplomático para o Brasil.

O problema é que Araújo nunca esteve tão isolado politicamente no Congresso. Como destacou André Ramalho também no Valor, a rejeição do Senado à indicação do embaixador Fabio Marzano para chefiar a delegação brasileira na ONU em Genebra explicitou a insatisfação dos parlamentares com a condução da política externa. Ao jornal, o ex-chanceler Aloysio Nunes Ferreira lembrou que uma das coisas que mais irritaram os senadores foi a incapacidade de Marzano responder a questões sobre o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia durante a sabatina, sugerindo que existe um clima de medo entre os diplomatas, temerosos de uma reação negativa de Araújo ou Bolsonaro. Jamil Chade também ressaltou no UOL a situação delicada de Araújo e do Itamaraty.

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Mulheres pedem igualdade de gênero no comando da COP26

A igualdade de gênero na organização da COP26 é exigida por carta-proposta e campanha; Convenção Clima da ONU vê a necessidade de equilíbrio de gênero na diplomacia climática

Tatiane Matheus – ClimaInfo

As mulheres são metade da população mundial e as mais impactadas pelos efeitos do aquecimento global. Porém, não estão representadas nas principais esferas de decisão referentes às mudanças climáticas. Entretanto, se depender do grupo de mais de 300 líderes que assinaram uma carta com propostas e soluções concretas para fortalecer a presença de mulheres na equipe de liderança da presidência da COP26, e da campanha SHEChangesClimate, sim, haverá mais igualdade de gênero nas tomadas de decisão. A campanha lançada na semana dos cinco anos do Acordo de Paris exige uma maior representatividade feminina na próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Glasgow, na Escócia, em 2021.

A campanha foi divulgada durante a Conferência de Parceria para Emergências Planetárias, organizada pela presidente e diretora de Clima e Sustentabilidade, a assessora da ONU, Elise Buckle. A carta é referendada com as assinaturas de cientistas, acadêmicas, profissionais da área da cultura, dos negócios e da tecnologia. Entre elas, firmaram a ganhadora do Prêmio Nobel e a membro da House of Lords of the United Kingdom, a Baronesa Goudie; ativistas como Rosamund Adoo-Kissi-Debrah; líderes de ONGs como Jennifer Morgan, do Greenpeace, e líderes de empresas de tecnologia como Kate Brandt, do Google.

Para a estrategista e autora de “All We Can Save”, Katharine K. Wilkinson, a crise climática é também uma crise de liderança. Para ela, as mulheres são vozes vitais e agentes de mudança. Para isso, é preciso uma representação verdadeira e igualdade de gênero. Apesar do governo britânico ter assinado um plano de Ação de Gênero, que destaca a importância da inclusão das mulheres e da igualdade de gênero nos processos de discussão e tomada de decisão sobre mudanças climáticas, atualmente, a equipe que lidera a organização da COP26 é dominada por homens. Há menos de 25% de mulheres em posições de liderança.

“A presidência da COP26 é um teste do compromisso do Reino Unido com a igualdade de gênero. As mulheres são metade da população e devem ocupar metade da mesa principal. Isso é bem compreendido pelo público e esperado pela comunidade climática global. No momento, o Reino Unido está falhando no teste de liderança política e enviando o sinal errado. O governo deve agir agora para garantir uma representação igual na tomada de decisões da COP26”, opina a chefe executiva da rede parlamentar Globe International, Malini Mehra.

A ex-presidente da República das Ilhas Marshall, Hilda Heine, acredita que é difícil ver como a atual equipe da COP26 – liderada predominantemente por homens – garantirá que as vozes e necessidades das mulheres sejam ouvidas. “A luta pela justiça climática é também a luta pela justiça racial, de gênero, sexual e econômica. É triste que em 2020 as mulheres estejam sendo excluídas dos preparativos vitais necessários para fazer da Cúpula do Clima da ONU em Glasgow um sucesso. Os impactos de gênero das mudanças climáticas significam que devemos garantir um equilíbrio entre homens e mulheres em todos os níveis, especialmente dentro da equipe de gestão sênior da COP26”, complementa Hilda.

A importância do equilíbrio de gênero na COP26

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Senado aprova LDO e salário mínimo de R$ 1.088

*Agência Brasil

Logo após a Câmara dos Deputados aprovar o texto-base da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021, em votação rápida e simbólica (sem registro de votos no painel eletrônico), a proposta foi aprovada no Senado e agora segue para sanção presidencial. A LDO define as metas e prioridades do governo para o ano seguinte, orienta a elaboração da lei orçamentária anual e fixa limites para os orçamentos dos poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público.

Na proposta, consta a correção do salário mínimo para R$ 1.088 a partir de janeiro. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.045. Foi feita apenas a correção com base na previsão da inflação acumulada no ano, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Não houve, portanto, aumento real. A regra que previa aumento real, o aumento acima da inflação, deixou de vigorar no ano passado.

O texto aprovado nesta quarta-feira (16) estabelece como meta fiscal no próximo ano déficit primário de R$ 247,1 bilhões. Ontem (15), o governo federal modificou o texto, enviado ao Congresso em abril, para ampliar a meta do déficit, inicialmente prevista em R$ 149,61 bilhões. A nova meta indica déficit de R$ 247,1 bilhões para o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) para 2021, sem considerar os juros da dívida pública.

O relator, senador Irajá (PSD-TO), destacou como prioridade o programa de habitação popular Casa Verde Amarela. Irajá incluiu a prorrogação da desoneração da folha de pagamento em 2021.

O senador também incluiu um dispositivo no texto para dar mais rapidez à execução das emendas parlamentares impositivas no Orçamento da União. O texto reduz de 90 para 45 dias o prazo para o Executivo publicar os procedimentos e o cronograma de execução das emendas individuais.

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Demissões no Jornal do Commercio: quem paga a conta mais uma vez é classe tabalhadora

*Fenaj

Em um ano atípico, em meio de uma pandemia mundial que está matando milhares de pessoas, dizimando economias e fechando as portas para a possibilidade de novas vagas de trabalho, o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação se mostra completamente insensível e abandona dezenas de jornalistas ao desemprego. Os mesmos que costumava chamar de colaboradores até há pouco tempo. Nesta segunda-feira (14/12), o SJCC demitiu mais de 20 jornalistas do Recife e de Caruaru, no Agreste pernambucano. Profissionais, alguns com mais de duas décadas de empresa, que atuavam no Jornal do Commercio, TV Jornal, Rádio Jornal e no Portal NE10.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco (Sinjope) recebe a notícia com perplexidade e a vê como uma medida descabida e inconsequente. Enxugar gastos, em um momento como este, com a demissão de trabalhadores comprometidos, experientes e que se dedicaram, por anos a fio, ao grupo que pertence ao conglomerado do empresário João Carlos Paes Mendonça, é de uma maldade sem tamanho.

Afinal de contas, a impressão que fica é a de que os trabalhadores e trabalhadoras só são chamados de colaboradores como forma de se condicionarem as situações rígidas de trabalho. De se sentirem parte do processo enquanto então alienando a sua força de trabalho. Mas quando esses mesmos trabalhadores e trabalhadoras mais precisam do reconhecimento e do colaborador mor, são simplesmente defenestrados. O Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco e a Federação Nacional dos Jornalistas sentem vergonha desse tipo de comportamento vindo do empresariado de comunicação pernambucano.

Após uma negociação na campanha salarial de 2020, onde o discurso foi evitar demissões no meio da Pandemia da COVID-19, o SJCC joga a conta mais vez para o trabalhador. Em 2018, uma demissão semelhante prometia reestruturação do sistema, o que nitidamente não aconteceu. Um processo de precarização das relações de trabalho contínuo ao longo dos últimos anos em Pernambuco. E além de prejudicar a vida daqueles que estão sendo dispensados, promove um clima instável de insegurança que passa a envolver todos os que continuam ligados à empresa.

Esses profissionais merecem nosso respeito e solidariedade num momento tão difícil que o mundo passa. Muitos enfrentaram o risco da contaminação do novo coronavírus para levar a notícia até o leitor, espectador e ouvinte. Seguiram com suas funções num sistema de home office sem o apoio devido da empresa. E agora, recebem como resultados a demissão de forma injusta num momento como esse. O Sinjope e a FENAJ se colocam a disposição de todos para oferecer o suporte jurídico necessário aos demitidos.

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Nota Pública sobre censura e racismo na Empresa Brasil de Comunicação (EBC)

*Fenaj

Com indignação e revolta, acompanhamos e denunciamos a escalada de censura e racismo na Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O último episódio diz respeito ao veto feito pelo comando da principal empresa de comunicação pública do país à publicação de conteúdos relativos ao assassinato de João Alberto Freitas nas redes sociais da Agência Brasil. João Alberto foi espancado e asfixiado por dois seguranças de uma unidade do supermercado Carrefour em Porto Alegre (RS), na véspera do Dia da Consciência Negra, 20 de novembro. O assassinato consta nas matérias da Agência Brasil apenas como uma morte em apuração.

A censura e o reducionismo, além de atingirem frontalmente a liberdade de imprensa, também evidenciam o racismo institucional na EBC. Trata-se de uma prática danosa, tanto ao Estado Democrático de Direito, quanto ao direito à informação.

Infelizmente, não é de hoje que a Empresa Brasil de Comunicação sofre interferência direta dos que se ocupam de minar a participação social, restringir o trabalho dos jornalistas e, assim, reduzir o acesso da sociedade à informação. A dissolução do Conselho Curador da EBC, instância que garantia a participação social na empresa, foi uma das primeiras medidas adotadas pelo ex-presidente Michel Temer, quando assumiu o poder, ainda como interino.

Na ocasião, três conselheiros negros tiveram seus mandatos cassados: Joel Zito Araújo, Enderson Araújo e Ana Veloso. Em seguida, a representação negra nas telas da TV Brasil foi reduzida significativamente, com a saída, sem substituição, da jornalista negra Luciana Barreto e a retirada do programa Estação Plural da programação.

A censura e/ou grave intervenção editorial em matérias de temáticas que envolvem pessoas negras ou a questão racial – como o assassinato da vereadora Marielle Franco, violência policial contra a população negra e direitos dos povos indígenas – têm sido recorrentes e são gravíssimas, tanto por ferir a Constituição Federal, que veda toda e qualquer censura, quanto por reforçar a suspeita de que essa censura anda de mãos dadas com o racismo que atravessa as instituições e toda a organização da nossa sociedade.

Denunciamos o racismo e alertamos a sociedade em geral, associações e entidades de classe para a gravidade da situação, que contribui para a perpetuação do racismo estrutural e fere a liberdade de imprensa, pilar fundamental da democracia. Também clamamos ao Ministério Público Federal para que tome providências com vistas a garantir os preceitos constitucionais que regem a comunicação pública no Brasil.

 

Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do DF (Cojira-DF/SJPDF)

Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Município do Rio (Cojira-Rio/SJPMRJ)

Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de SP (Cojira-SP/SJSP)

Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de Alagoas (Cojira-AL/Sindjornal)

Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do ES (Cojira/Sindijornalistas-ES)

Diretoria de Relações de Gênero e Promoção da Igualdade Racial (Sinjorba)

Núcleo de Jornalistas Afrobrasileiros do RS (Sindjors)

Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira/FENAJ)

 

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Líderes camponeses são presos na Colômbia; organizações denunciam crise humanitária

Robert Daza foi preso na madrugada desta quarta-feira (16) na Colômbia. Foto: Divulgação/Congresso de los Pueblos

Por Redação Brasil de Fato/São Paulo (SP)

Três líderes camponeses colombianos foram presos arbitrariamente entre terça (15) e quarta-feira (16). Teófilo Acuña, Adelso Gallo e Robert Daza fazem parte do Congresso dos Povos e da Coordenação Nacional Agrária.

As detenções são consideradas injustas por organizações sociais e em defesa dos direitos humanos, que denunciam a tentativa de criminalização das lutas populares no país.

As ordens de prisão desta semana baseiam-se na suspeita de crime de rebelião, que o código penal colombiano define como “pegar em armas para suprimir ou modificar o regime vigente.” Em caso de condenação, eles podem pegar até 13 anos de prisão.

Antes da confirmação da prisão de Daza, na madrugada, o Congresso dos Povos divulgou uma nota sobre as detenções de Acuña e Gallo, nos departamentos de Bolívar e Meta, respectivamente.

“Rechaçamos o uso político dos órgãos de investigação e justiça, que não protegem a vida dos líderes sociais, mas se mostram ativos para privá-los da liberdade. Enfrentaremos de pé cada tentativa de atacar o movimento social e popular e seguiremos buscando vida digna para nosso país”, diz o texto.

A organização lembra, na mesma nota, que casos semelhantes de judicialização arbitrária ocorreram nos últimos anos e, em vários deles, houve absolvição sumária por falta de provas após anos de fraude, perseguição e encarceramento.

Movimento Político de Massas Social e Popular do Centro Oriente da Colômbia também se posicionou, convocando a comunidade internacional a denunciar a “grave crise social e humanitária” que vive o país.

“À lista extensa de companheiros e companheiras assassinados em diferentes territórios do país, se somam outros tantos que, por seu trabalho social, por pensar e agir de forma distinta aos ditames do regime, têm sido processados e presos”, diz a nota do movimento, que pede o fim do “genocídio” contra militantes de movimentos sociais.

O Congresso dos Povos convocou manifestações de rua pela liberdade dos camponeses e contra o governo do presidente Iván Duque, aliado do presidente brasileiro Jair Bolsonaro e do estadunidense Donald Trump, que deixa a Casa Branca em 2021.

A Colômbia é um dos países mais perigosos para líderes sociais e organizações populares, devido ao conflito armado que se prolonga há mais de 60 anos pela disputa de terras. Por um lado, as guerrilhas lutam pelo direito à terra aos camponeses e à classe trabalhadora; por outro lado, o narcotráfico precisa do terreno fértil para manter a produção de cocaína e outras drogas ilícitas.

Só em 2020, mais de 255 líderes sociais e defensores de direitos humanos foram assassinados, assim como 57 ex-combatentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que assinaram os acordos de paz, segundo os relatórios apresentados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento da Paz (Indepaz).

Quem é quem

Robert Daza é membro do Comitê de Integração do Maciço Colombiano (CIMA) e da Coordenação Nacional Agrária. Reconhecido por suas atividades sociais e organização comunitária, ele ajudou a implementar projetos de transição agroecológica e exercício de economia solidária com as comunidades camponesas, no âmbito da proposta de territórios agroalimentares e governos camponeses.

Adelso José Gallo Tozcano é membro da Associação Nacional Camponesa José Antonio Galán Zorro (ASONALCA) e da Coordenação Nacional Agrária. Participou de diferentes lutas do movimento camponês na região e a nível nacional, como porta-voz em mesas de diálogo entre o movimento social e o governo nacional, no âmbito da Cúpula Nacional, Agrária, Camponesa, Étnica e Popular, após a greve nacional de 2014. É uma figura proeminente da luta contra as empresas petrolíferas em Arauca, denunciando a Repsol, OXY e BP em nível internacional no Tribunal Permanente dos Povos.

Teófilo Acuña é líder sindical e membro da Coordenação Nacional Agrária. Conhecido como Teo, ele é militante pelos direitos humanos e representante de milhares de camponeses que dependem da mineração e da agricultura em pequena escala. Ele defendeu os territórios do impacto de empresas transnacionais, como a AngloGold Ashanti, e ajudou a criar formas alternativas de desenvolvimento nas comunidades da região.

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Reinaldo Guimarães (Abrasco) critica na mídia falta de coordenação nacional para a vacinação

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

*Abrasco

O plano de vacinação contra a Covid-19 tem sido marcado por idas e vindas de posicionamentos do Ministério da Saúde gerando um ambiente de grande insegurança na população. A inclusão e retirada de grupos prioritários para receber a vacinação, a falta de uma coordenação nacional e de avanço em negociações para se adquirir as vacinas em fases adiantadas de estudo são os elementos mais criticados. Diante disso, a imprensa tem abordado o tema e consultado especialistas. O vice-presidente da Abrasco, Reinaldo Guimarães, foi consultado e falou sobre os principais problemas..

Em matéria do jornalista Rubens Valente, no site Uol, Reinaldo destacou a questão dos grupos prioritários, destacando a ausência de quilombolas, da população em situação de rua e do baixo número de indígenas apontado no primeiro relatório apresentado pelo Ministério da Saúde. Segundo o professor, a tabela para a vacinação contra a Covid-19 utilizada no relatório do GT “foi baseada na campanha para vacinação contra a influenza”, o que ressalta “o grau de amadorismo” dos preparativos do governo”.

Já no site Sputinik, a falta de coordenação nacional para a vacinação é apontada por Reinaldo como um grave problema: “Os estados passaram a coordenar o isolamento e o uso de máscaras, isso foi uma solução possível. Mas, no caso da vacinação, é diferente, pois exige um planejamento e coordenação nacional”. A “demonização” da vacina CoronaVac, produzida no Instituto Butantan também é apontada como problema, podendo gerar insegurança na população.

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Bahia registra 4.866 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas

*Sesab

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 4.866 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +1,1%) e 4.283 recuperados (+1,0%). Dos 456.106 casos confirmados desde o início da pandemia, 435.556 já são considerados recuperados,11.859 encontram-se ativos. A base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus está disponível em https://bi.saude.ba.gov.br/transparencia/.

Para fins estatísticos, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da Covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático.

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (23,18%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Ibirataia (9.959,51), Jucuruçu (7.790,93), Muniz Ferreira (7.666,40), Conceição do Coité (7.573,71), Aiquara (7.444,89).

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 849.414 casos descartados e 120.927 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta quarta-feira (16/12).

Na Bahia, 34.722 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Óbitos
O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 26 óbitos que ocorreram em diversas datas, conforme tabela abaixo. A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.

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#Bolsonaro terá que indenizar jornalista Bianca Santana por ter feito acusação falsa

*Fenaj

O presidente Jair Bolsonaro foi condenado em primeira instância nesta quinta-feira (10) a indenizar a jornalista Bianca Santana, do portal UOL, por ter a acusado falsamente de escrever fake news durante transmissão ao vivo realizada pelo mandatário.

Segundo informações da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o juiz César Augusto Vieira Macedo, do Tribunal de Justiça de São Paulo, acatou parcialmente um pedido de danos morais feito pela jornalista contra o presidente e estabeleceu uma multa de R$ 10 mil.

Durante uma live presidencial realizada em 28 de maio, Bolsonaro acusou Santana de produzir fake news contra ele. Naquela semana, ela havia feito uma matéria apontando relações de amigos e familiares do presidente com os acusados do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco.

Dois meses depois – quando Santana já havia acionado a Justiça -, o ex-capitão se retratou e disse que “houve um equívoco” e pediu desculpas à profissional de imprensa. Por isso, a multa estipulada caiu dos R$ 50 mil pedidos pela jornalista para os R$ 10 mil estabelecidos.

“O que mais me chama atenção não é pelo valor, mas o fato de um presidente da República, que vem agredindo jornalistas e ferindo a liberdade de expressão, ser condenado”, disse Bianca Santana à Folha. Ela pretende doar a quantia para o Instituto Marielle Franco.

Levantamento feito pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) em outubro apontou que o presidente Jair Bolsonaro fez, em média, 1 ataque à imprensa por dia entre janeiro e setembro de 2020. No total, foram 299 no período. Destes, 259, foram classificados como ataques de descredibilização da imprensa. Os outro 38 foram de “ataque a jornalista”.

Em 2019, foram 114 casos de descredibilização da imprensa e 94 de agressões diretas a profissionais, totalizando 208 casos de violência, segundo o Relatório de Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil da Fenaj do último ano.

Por Lucas Rocha, via Revista Fórum e coluna Painel da Folha de S. Paulo

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Jornalistas do Correio Braziliense suspendem a greve, mas mantêm a mobilização

*Fenaj

Com a conclusão do pagamento do salário de novembro, a redação do Correio Braziliense suspendeu a greve iniciada na terça-feira (8/12), após três dias de paralisação. A assembleia votou por unanimidade a volta ao trabalho, mas manteve o estado de greve até a próxima sexta (18), quando os trabalhadores voltam a se reunir para avaliar o pagamento do 13º salário. A primeira parcela, vencida no fim de novembro, não foi quitada, e a empresa assumiu o compromisso de quitar o valor integral até o dia 18.

A paralisação mais longa no Correio, nos últimos 20 anos, envia a todos os jornalistas uma mensagem forte de luta, resistência e unidade. Teve adesão em peso e marcou a determinação da redação na defesa de um direito elementar, como o de receber o salário devido pelo mês de trabalho. O terceiro mês consecutivo com pagamentos parciais, concluídos em atraso, teve impacto no cotidiano de cada trabalhador. Desta vez, também a empresa arcou com consequências por uma situação que, antes de tudo, penaliza os trabalhadores.

O Sindicato dos Jornalistas do DF cumprimenta os colegas do Correio e reafirma a posição inabalável ao lado de quem luta pelos direitos que são parte essencial da dignidade da nossa profissão.

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