Investigação contra Salles pode ser a “pá de cal” na imagem ambiental do Brasil de Bolsonaro no exterior

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*ClimaInfo

Obviamente, a encrenca de Salles repercutiu na imprensa internacional, com destaques no Financial Times (mesmo jornal para o qual ele concedeu uma entrevista em matéria aparentemente paga na semana passada), Guardian e Reuters, entre outros. No blog Ambiência (Folha), Ana Carolina Amaral conversou com Kiran Aziz, executivo do grupo KLP, maior fundo de pensão da Noruega, que administra cerca de US$ 80 bilhões em ativos ao redor do mundo. Para Aziz, o fato do ministro do meio ambiente do Brasil ser investigado por associação a crimes ambientais é “profundamente preocupante”. A matéria também destacou a reação do governo dos EUA, com o qual Salles vinha negociando nos últimos meses um acordo para financiar a preservação da Amazônia brasileira. O porta-voz da Embaixada dos EUA no Brasil, Tobias Bradford, disse que a Casa Branca acompanha a situação com “plena confiança nas instituições democráticas brasileiras”. Resta saber como ficam essas negociações com um ministro encalacrado na Justiça por envolvimento com ilegalidades ambientais.

Aqui no Brasil, a reação foi mais contundente. Para o Observatório do Clima, a ação da PF contra Salles indica que “a conta do desmonte parece enfim ter chegado para seus perpetradores”. Já o Greenpeace Brasil enxerga as investigações como uma “luz no fim do túnel” para que o país possa superar a política antiambiental imposta pelo ministro. No outro lado da cerca socioambiental, o agronegócio também manifestou desconforto com as acusações contra Salles. Para a Globonews, a senadora Katia Abreu (TO) disse que o ministro é o “maior problema” do agro brasileiro atualmente.

Quem não escondeu o entusiasmo com as investigações da PF contra Salles foi o ex-superintendente da corporação no Amazonas, o delegado Alexandre Saraiva. Ele protagonizou uma discussão pública com Salles nos últimos meses, acusando-o de atuar em favor de empresas envolvidas com uma carga de madeira de origem suspeita apreendida no final do ano passado. No Twitter, Saraiva ironizou a situação de Salles e usou um salmo bíblico para “celebrar” a ação da PF. “Regozijem-se os campos e tudo o que neles há! Cantem de alegria todas as árvores da floresta”. G1 e Veja destacaram a reação de Saraiva.

Também no Twitter, a jornalista Giovana Girardi fez um apanhado cronológico das acusações feitas pela PF contra Salles e apontou diversas ações do próprio ministro e de seus auxiliares nos últimos meses que sustentam as suspeitas de corrupção e advocacia administrativa contra a cúpula do ministério. No G1, Octavio Guedes identificou quais servidores e assessores de Salles também estão no alvo da PF.

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