Queimadas na Amazônia e no Pantanal podem ser ainda mais intensas em 2021

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*ClimaInfo

A chegada da estação seca em boa parte do país traz consigo a preocupação com os incêndios florestais na Amazônia e no Pantanal, após os dois biomas registrarem em 2020 um dos anos mais destrutivos da história. Jake Spring, da Reuters, ouviu alguns especialistas sobre as perspectivas para os próximos meses. A conclusão não é animadora: o período chuvoso recente fechou com a pior média de precipitação dos últimos anos em diversas partes do Pantanal e da Amazônia. O G1 publicou uma tradução da matéria.

No caso amazônico, os piores índices foram registrados exatamente nas áreas mais vulneráveis, que abrangem o chamado “arco do desmatamento”. Com menos chuva, o solo e os resíduos orgânicos ficam mais secos, o que pode servir como combustível extra para os incêndios florestais. Ao mesmo tempo, a área da floresta na margem norte do rio Amazonas registra atualmente as maiores cheias da história recente, causadas pelas fortes chuvas que atingem a região. Esse contraste meteorológico na Amazônia é visto por alguns especialistas como um exemplo de como a floresta pode ser afetada em um cenário de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.

Um efeito colateral desse processo, intensificado pelo avanço do desmatamento, é a degradação do bioma amazônico. O Mongabay  destacou os principais aspectos desse fenômeno e como estamos nos aproximando rapidamente de um “ponto de não-retorno” a partir do qual a Amazônia estará condenada em termos ecossistêmicos. Para quem vive na floresta e depende dela para sua sobrevivência, o cenário que se desenha é incerto e bastante angustiante. A falta de atenção do poder público, mais interessado em facilitar a vida de criminosos ambientais, também é uma preocupação.

Em tempo: A Environmental Investigation Agency (EIA) denunciou a empresa colombiana Éxito, filial do grupo multinacional francês Casino, de vender carne produzida em áreas de desmatamento ilegal na Amazônia. A entidade analisou dados de desmatamento na região do Parque Nacional Serranía del Chiribiquete, no sul da Colômbia, e identificou imóveis rurais ilegais utilizados para a produção bovina. A partir dessas informações, os investigadores chegaram até os fornecedores da Éxito e descobriu que a carne produzida nessas áreas foi comercializada pela empresa, contrariando repetidos compromissos internacionais assumidos pela Casino nos últimos anos.

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