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Oficializada, candidatura do PSOL em Salvador é um “chamado à guerra” contra o fascismo

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) oficializou na terça-feira, 15, os nomes de Hilton Coelho e Rosana Almeida como candidato e co-candidata à prefeitura de Salvador. O anúncio foi feito em convenção partidária, em que também foram comemorados os 15 anos de fundação do partido.

Para a disputa à vaga na Câmara Municipal, foram lançadas as candidaturas de 49 pleiteantes pela coligação entre o PSOL, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e o Unidade Popular (UP). Entre esses nomes, 45 são candidatos pelo PSOL, três pelo UP e um pelo PCB.

“Estamos sendo chamados para ter um programa encantador para Salvador. Para isso, temos referência ideológica na nossa ancestralidade e no socialismo, assim como compromisso programático com as maiorias”, disse Hilton Coelho. Segundo o candidato, entre as medidas do seu mandato, caso vença, é estancar o processo de privatização da capital e concretizar políticas mais coerentes com as reais necessidades da maior parte da população soteropolitana, que é negra e periférica.

Ele advertiu que sua candidatura também é uma chamada do povo para “a guerra” contra a política do ódio, da misoginia e do racismo, acirrados pelo bolsonarismo e suas forças aliadas. “Somos uma cidade que é herdeira da luta da conspiração dos alfaiates, que propôs uma revolução para a Bahia e para o Brasil”, evocou o candidato sobre o sentido histórico e “ancestral” do poder de luta e enfrentamento das desigualdades, característico do povo soteropolitano.

Essa é a segunda vez que Hilton Coelho emplaca como candidato a prefeito de Salvador. A primeira vez foi em 2008, quando obteve 51 mil votos. Em 2006, foi a vez de disputar o governo do estado. Sua primeira vitória eleitoral se deu em 2012, como vereador, com 16.408 votos. Ele se manteve na Câmara de Vereadores, vencendo novamente nas eleições de 2016. Já em 2018, tornou-se deputado estadual, com 35.733 votos, sendo o primeiro da sigla a ocupar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia.

A co-candidata, pedagoga, militante do Movimento por Moradia Popular e diretora da Executiva Municipal do PSOL-Salvador, Rosana Almeida, disse que há um compromisso indiscutível da coligação com “o povo preto e periférico”. “Para o atual governo, nós não somos nada. Estamos aqui para dar as mãos e dizer que temos direito a essa cidade”, frisou.

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Neste domingo, 11, José Maria Marin será “escrachado” por ligações com a ditadura

Durante a ditadura, o atual presidente da CBF era deputado e teria responsabilidade na morte do jornalista Vladimir Herzog

Está programado para o próximo domingo, 11, o “escracho” do presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marin. O ato é motivado pelas ligações de Marin com a ditadura militar e pelo sua suposta responsabilidade na morte do jornalista Vladimir Herzog.

O “escracho”, organizado pelo grupo Articulação Estadual pela Memória, Verdade e Justiça de São Paulo, acontecerá no vão livre do Masp, na Av.Paulista, às 14h.

Em 1975, durante a ditadura militar, Marin era deputado estadual pelo partido que dava sustentação política ao regime, o Arena. O atual presidente da CBF fez um discurso com duras crítica a TV Cultura, que não cobriu um evento de governo, e exigiu que providências fossem tomadas quanto ao tipo de jornalismo praticado pela emissora para que a “tranquilidade” no Estado fosse retomada. Dezesseis dias depois do discurso de Marin, o então diretor de jornalismo da TV Cultura, Vladimir Herzog, foi preso e assassinado no DOI-Codi (Centro de Operações de Defesa Interna).

O assassinato de Herzog foi um marco na luta contra o regime militar no Brasil. A ditadura divulgou a versão de que o jornalista e militante do PCB teria cometido suicídio.

“Não admitimos que, até hoje, as circunstâncias que levaram à morte de Vladimir Herzog não tenham sido completamente esclarecidas e seus responsáveis não tenham sido punidos! Não consentiremos que homens dessa estirpe continuem a gozar de tal influência no governo e na sociedade!”, diz o texto de apresentação do ato.

O texto também cita elogios feitos por Marin, em discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo, ao chefe do DOPS (Departamento Estadual de Ordem Política e Social), Sérgio Paranhos Fleury.

Marin foi vice-governador na gestão de Paulo Maluf, então do Arena, e chegou a governar o Estado de São Paulo entre 1982 e 1983. Com o fim da ditadura militar, Marin se candidatou a prefeito da capital paulista e a senador, mas foi derrotado nas duas eleições. Marin então voltou-se para o mundo dos dirigentes esportivos e chegou à vice-presidência da CBF. Em março deste ano, após Ricardo Teixeira renuciar ao cargo, Marin assumiu a presidência da entidade que organiza e dita os rumos do futebol brasileiro.

*Com informações da Rede Brasil Atual. 

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