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Oficializada, candidatura do PSOL em Salvador é um “chamado à guerra” contra o fascismo

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) oficializou na terça-feira, 15, os nomes de Hilton Coelho e Rosana Almeida como candidato e co-candidata à prefeitura de Salvador. O anúncio foi feito em convenção partidária, em que também foram comemorados os 15 anos de fundação do partido.

Para a disputa à vaga na Câmara Municipal, foram lançadas as candidaturas de 49 pleiteantes pela coligação entre o PSOL, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e o Unidade Popular (UP). Entre esses nomes, 45 são candidatos pelo PSOL, três pelo UP e um pelo PCB.

“Estamos sendo chamados para ter um programa encantador para Salvador. Para isso, temos referência ideológica na nossa ancestralidade e no socialismo, assim como compromisso programático com as maiorias”, disse Hilton Coelho. Segundo o candidato, entre as medidas do seu mandato, caso vença, é estancar o processo de privatização da capital e concretizar políticas mais coerentes com as reais necessidades da maior parte da população soteropolitana, que é negra e periférica.

Ele advertiu que sua candidatura também é uma chamada do povo para “a guerra” contra a política do ódio, da misoginia e do racismo, acirrados pelo bolsonarismo e suas forças aliadas. “Somos uma cidade que é herdeira da luta da conspiração dos alfaiates, que propôs uma revolução para a Bahia e para o Brasil”, evocou o candidato sobre o sentido histórico e “ancestral” do poder de luta e enfrentamento das desigualdades, característico do povo soteropolitano.

Essa é a segunda vez que Hilton Coelho emplaca como candidato a prefeito de Salvador. A primeira vez foi em 2008, quando obteve 51 mil votos. Em 2006, foi a vez de disputar o governo do estado. Sua primeira vitória eleitoral se deu em 2012, como vereador, com 16.408 votos. Ele se manteve na Câmara de Vereadores, vencendo novamente nas eleições de 2016. Já em 2018, tornou-se deputado estadual, com 35.733 votos, sendo o primeiro da sigla a ocupar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia.

A co-candidata, pedagoga, militante do Movimento por Moradia Popular e diretora da Executiva Municipal do PSOL-Salvador, Rosana Almeida, disse que há um compromisso indiscutível da coligação com “o povo preto e periférico”. “Para o atual governo, nós não somos nada. Estamos aqui para dar as mãos e dizer que temos direito a essa cidade”, frisou.

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Porto Sul prejudica população de Ilhéus e atenta contra o meio ambiente, afirma Hilton Coelho (PSOL)

O programa político e de governo que defendemos tem como princípio a defesa do ecossocialismo, ou seja, manutenção da natureza em defesa dos direitos da população.

O programa político e de governo que defendemos tem como princípio a defesa do ecossocialismo, ou seja, manutenção da natureza em defesa dos direitos da população.

O vereador Hilton Coelho (PSOL) manifestou sua preocupação com o meio ambiente e acredita que as entidades ambientalistas devem se unir ainda mais agora que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) publicou nesta segunda-feira (22) a Licença de Instalação (LI) do Porto Sul. “Com isso, o Governo do Estado pode iniciar o processo de construção do Porto Sul no município de Ilhéus. O empreendimento custará R$ 5,6 bilhões. O desenvolvimento a qualquer custo vale a pena? A quem o tal desenvolvimento vai beneficiar? Quem assegura que as comunidades no entorno não serão excluídas e retiradas da área que ocupam tradicionalmente há mais de 100 anos?”, questiona.

“Somos contra o chamado Complexo Intermodal Porto Sul. O programa político e de governo que defendemos tem como princípio a defesa do ecossocialismo, ou seja, manutenção da natureza em defesa dos direitos da população. Somos contra a implantação do Porto Sul porque este projeto despreza a vocação natural da região e será mais um desastre ambiental imposto pelo governo de Jaques Wagner contra os interesses da população e em benefício dos grandes empresários, em especial os estrangeiros que querem levar o minério e deixar a miséria e destruição para trás. Voltamos ao período colonial em que servimos apenas para mandar matéria prima para o exterior e pagar fortunas pelos produtos manufaturados? Uma vergonha que repudiamos”, enfatiza Hilton Coelho.

O Complexo Intermodal Porto Sul, composto por um terminal ferroviário, porto, retroporto e aeroporto começou quando a Bamin Bahia Mineração, empresa com capital estrangeiro, em especial da Índia e Cazaquistão, adquiriu a licença para explorar a jazida de ferro em Caetité planejando escoá-lo para a China.  Hilton Coelho destaca que “para viabilizar um negócio privado, o governador Wagner, em lugar de investir em saúde, educação e segurança públicas, usará isenções fiscais e outros atrativos para implantar o Porto Sul. Mais uma vez os interesses privados superam a razão de ser do Estado que é beneficiar a maioria da população”.

“A implantação do Porto Sul é o exemplo clássico do capitalismo selvagem. Eles fazem promessas aos políticos locais, geração de empregos, aumento de arrecadação de impostos etc., o que a primeira vista pode parecer uma proposta tentadora para políticos néscios e imediatistas. Os danos ambientais serão irreversíveis e vão acabar com o turismo na região. Turismo este que vem atraindo grandes investimentos devido à impressionante beleza da região. A Bahia e o Brasil não podem perder isso e sim preservá-lo. Será que não existe um deputado estadual, governista e da chamada oposição, com competência, coragem para dizer que não vale a pena um pseudo surto de prosperidade que estão prometendo para a região, pois em longo prazo haverá arrependimento somente para a população local, pois os investidores após exaurir as riquezas minerais, irão embora, atrás de outro local onde possam explorar. Até parece história do início do Brasil colônia. Chamamos a sociedade dizer não a esta tragédia ambiental. Por que não se investe, se moderniza o Porto de Aratu já existente? Por que cometer esse crime ambiental tendo outras opções? Será que os interesses das mineradoras estrangeiras falam mais alto que os interesses da população? Nós dizemos não ao Porto Sul porque estamos convencidos que as perdas ambientais e sociais que advirão com sua construção não compensam migalhas econômicas que serão atiradas para a população local”, finalizou indignado Hilton Coelho.

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Aldeia Maracanã: Freixo diz que entrará na Justiça contra violência policial

* Jornal do Brasil  – Henrique de Almeida

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que esteve presente durante a ação do Batalhão de Choque da Polícia Militar para a desocupação da Aldeia Maracanã, na manhã desta sexta-feira (22), classificou a ação policial como “absurda” e afirmou que já pediu as cópias das imagens para entrar na Justiça contra o comando do batalhão por conta da violência na operação.

“A decisão da policia de entrar foi absurda. A justificativa da PM de que entrou porque estava tendo um incêndio na Aldeia e, por isso a entrada foi precipitada, é absurda. Os bombeiros entraram, apagaram o incêndio e 15 minutos depois a polícia entrou. Essa justificativa da PM é mentirosa”, sentenciou o deputado.

Segundo ele, a forma como seria realizada a saída dos índios do local já havia sido acordada entre eles e os oficiais de Justiça. “Ficou acertado que mulheres, crianças e uma parte dos indígenas sairiam primeiro, e depois a última parte sairia, com tranquilidade”, revelou Freixo.

O deputado também acabou atingido por bombas de gás lacrimogênio lançadas pela polícia, e estava com o rosto vermelho e a pele, irritada. Além dele, também estavam no local a deputada Janira Rocha e os vereadores Jefferson Moura e Renato Cinco, todos do PSOL. “Essa decisão da polícia contrariou a decisão judicial de entrar sem violência na aldeia”, finalizou Freixo.

Os bens dos índios estão levados para um depósito público no Centro da cidade e para um hotel, para onde uma parte dos indígenas serão alocados. Conforme antecipou o Jornal do Brasil nesta quinta-feira (21), alguns índios estão sendo levados para um terreno no Tanque, em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

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Vereador Hilton Coelho (PSOL) aciona Ministério Público Federal contra obra de aterramento na Bahia de Todos os Santos

QuebraMarAmadoO vereador Hilton Coelho (PSOL) acionou no dia 7, quinta-feira, o Ministério Público Federal (MPF) contra obra de ampliação do quebra-mar na altura do restaurante Amado, localizado à Av. Lafayete Coutinho, 660, Comércio, com o objetivo de reduzir o impacto da maré e dos ventos sobre os barcos ancorados na Bahia Marina. A construtora Aldeiotta Empreendimentos S/A. executa a obra na altura do restaurante Amado, localizado à Av. Lafayete Coutinho, 660, Comércio Salvador.

“Solicitamos ação imediata do MPF porque em nossa opinião tal obra implica no aterramento de parte da Bahia de Todos os Santos, por meio do depósito de concreto e pedras, o que vem a interferir no ecossistema da região, podendo gerar danos irreparáveis para o meio ambiente marítimo. Questionamos os alvarás e licenças ambientais dados pela gestão do ex-prefeito João Henrique Carneiro que ficou marcado na história da cidade pelos desmandos nas concessões de autorizações para obras e por compactuar com diversas irregularidades no trato do meio ambiente”, avalia Hilton Coelho.

A obra objeto da representação teve início e avança justamente no período pré-carnaval, quando toda a cidade e os órgãos públicos encontram-se mobilizados para a organização da festa. Hilton Coelho acredita que tal atitude é mais um indício a apontar que a obra não conta com todos os documentos necessários para a sua regularidade. “A Constituição Federal declara como patrimônio nacional, entre outros ecossistemas, a zona costeira. Sua utilização deve ser feita, na forma da lei, em condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais. A atividade econômica deverá ser sustentável sob a ótica ambiental”.

O socialista lembra também que “o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro prevê que o licenciamento para parcelamento e remembramento do solo, construção, instalação, funcionamento e ampliação de atividades, com alterações das características naturais da Zona Costeira, deverá observar, além do disposto em lei, as demais normas específicas federais, estaduais e municipais. Acaso não haja o licenciamento ambiental, expedido de forma regular e cumprindo todas as formalidades previstas em Lei, o agente executor da obra deve ser sancionado e a obra demolida”.

Hilton Coelho espera também que o MPF, após constatar se houve falta ou o descumprimento, mesmo parcial, das condições do licenciamento previsto, “sancione com interdição, embargo ou demolição. A degradação dos ecossistemas, do patrimônio e dos recursos naturais da Zona Costeira implicará ao agente a obrigação de reparar o dano causado. Caso a obra não esteja regular com toda a legislação urbanística e ambiental, as ações perpetradas pelas empresas Bahia Marina e Aldeiotta implicam em violação da lei devendo ser imediatamente embargadas e os responsáveis punidos. Considero que houve ofensas à legislação ambiental e urbanística e confio que o MPF tomará as providências cabíveis”.

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Dilma Rousseff descansa no carnaval e quilombolas sofrem opressão da Marinha, afirma Hilton Coelho (PSOL)

HC_01Fev6O vereador Hilton Coelho (PSOL) afirma que o Quilombo Rio dos Macacos continua ameaçado e seus moradores intranquilos. “O governador Jaques Wagner (PT) anuncia que a presidenta Dilma Rousseff (PT) passará o feriado de carnaval descansando na Base Naval de Aratu, em Salvador, na companhia da filha, do genro, do neto, da mãe e da tia. O que reivindico é que por um momento ela lembre-se que é a comandante das Forças Armadas e tenha uma postura firme diante da Marinha do Brasil que continua oprimindo os quilombolas do Rio dos Macacos”, afirma o socialista.

“É um desrespeito aos Direitos Humanos que tanto lutamos para ver respeitado no Brasil. Queremos que seja assegurado o direito e a garantia do território aos quilombolas que nos últimos 43 anos lutam contra as violações praticadas pela Marinha do Brasil, em última instância pelo Estado. É inadmissível que mais uma vez a presidenta Dilma Rousseff venha à Bahia e ignore a situação dos crimes praticados pela Marinha de Guerra do Brasil. Será que só a presidenta não sabe do que ocorre no local embora as denúncias tenham repercussão até no exterior?”, questiona Hilton Coelho.

O vereador do PSOL lembra que a Base Naval de Aratu fica a 9 km do Quilombo Rio dos Macacos. “Enquanto Dilma Rousseff descansa em uma praia ‘privatizada’ para poucos, por uma instituição do Brasil, que atua acima das leis da Constituição Federal, a comunidade Rio dos Macacos, já reconhecida pela Fundação Cultural Palmares como Quilombola, com Laudo Antropológico depositado no INCRA, desde julho de 2012, sofre com a ameaça de expulsão. A presidenta no passado foi vítima dos militares. Não pode agora fechar os olhos para a comunidade que não desiste de seus direitos. Um juiz federal deu uma sentença sem nunca ter ouvido adequadamente a comunidade e agora não pode sofrer a humilhação de perder seu território”.

Hilton Coelho critica também o comportamento do governador Jaques Wagner (PT) “que mesmo uma situação tão escandalosa como a de Rio dos Macacos, ocorrendo no estado em que governa, nada tem a dizer de casas derrubadas, de senhoras centenárias e crianças humilhadas, mulheres ameaçadas com armas na cabeça, impedidas de circular no território em que nasceram, do impedimento de acesso a serviços essenciais como energia elétrica, água potável, direito de pescar, plantar e refazer casas de taipa, sem o acesso elementar a educação ameaçado pela vigilância constante de fuzileiros, comandados por oficiais frios e calculistas. Somos a favor da regularização imediata dos 301 hectares do território quilombola de Rio dos Macacos. Que a presidenta Dilma Rousseff consiga voltar seu olhar para 9 km além de sua área de lazer”, finaliza o socialista.

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Hilton Coelho cobra declaração de voto dos vereadores na questão da rejeição de contas de João Henrique

Sabendo que dentro de alguns dias o plenário da Câmara Municipal terá que examinar, enfim, as contas do prefeito João Henrique, o vereador Hilton Coelho, eleito pelo PSOL, considera ser esta “uma excelente oportunidade de repudiar um modelo de gestão que tem que ser eliminado de Salvador. Afinal, João Henrique passou oito anos duelando com o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), e nos anos de 2005 a 2008 suas contas somente foram aprovadas com ressalvas. Depois disso não conseguiu aprovar mais nenhuma”.

Para Hilton Coelho, “as contas de 2009 contiveram 19 irregularidades que deram em multa ao prefeito, mas ficou mofando na Câmara Municipal mesmo após parecer recente da Comissão de Finanças. Não dá para engolir o argumento de que havia muitos projetos na fila, afinal o dinheiro da cidade é ou não prioridade? Agora os vereadores têm duas contas a verificar, as de 2009 e de 2010. Em minha opinião elas devem ser rejeitadas e seguir o parecer do TCM”.

“As contas de João Henrique foram rejeitadas porque o TCM percebeu uma prática contumaz de reincidir na inconsequência de preferir pagar altas multas e juros ao invés de honrar em dia os compromissos da prefeitura. De não trabalhar com normas de controle de custos e avaliação de resultados e ignorar a recuperação de valores pelo erário público. Desvios são evidentes. Recentemente a administração atual fez da Secretaria de Educação um verdadeiro comitê eleitoral. Não cumpriu os percentuais mínimos exigidos pela Constituição Federal e ainda movimentou parte de seus recursos em contas não específicas e o mesmo ocorreu com a Secretaria de Saúde”, acrescenta Hilton Coelho.

Para o vereador eleito “Salvador passou oito anos com um método de gestão improvisado e para granjear apoio manipulou as verbas públicas ao seu bel prazer. Preferiu não fazer um orçamento de verdade e viver da prorrogação de contratos, aditivos e créditos suplementares. A análise do TCM também mostra compras a preço superior ao praticado no mercado e dispensas de licitação sem base legal”.

Hilton Coelho solicita aos atuais vereadores que “coloquem de público as suas posições em relação às contas do prefeito João Henrique. Mesmo sabendo que o artigo 37 da Lei Orgânica do Município estipula o voto secreto nestas ocasiões isto não impede que os vereadores façam declaração de voto em nome da transparência e para que a sociedade saiba qual o posicionamento político de cada um”.

*Fonte: PSOL Salvador

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Uma eleição de vitórias para o PSOL

O ano de 2012 ainda não chegou ao fim e certamente há muitas lutas pela frente. Mas já podemos afirmar com certeza de que esse já é um ano vitorioso para o PSOL. Enfrentando os efeitos da crise econômica global, o PSOL reafirmou saídas alternativas para que os trabalhadores não paguem a conta pelas turbulências na economia mundial. No Brasil, o PSOL reafirmou sua oposição às privatizações promovidas pelo Governo Dilma, lutando por mais recursos para as áreas sociais, como demonstrou o extraordinário engajamento de nossos militantes e parlamentares na luta pela garantia de 10% do PIB para a educação pública. Ao mesmo tempo, o PSOL firmou-se como referência na luta em defesa do meio ambiente, opondo-se de forma veemente às mudanças no Código Florestal e denunciando as alternativas da chamada “economia verde” e da mercantilização da natureza. Na luta pela transparência e ética na política, o PSOL reafirmou sua vocação de partido comprometido com o combate à corrupção, tendo sua bancada como a mais combativa e independente na “CPI do Cachoeira”, defendendo ampla apuração das irregularidades constatadas, doe a quem doer.

Nos últimos meses, nossa militância esteve dedicada a uma tarefa decisiva para o futuro do PSOL: as eleições municipais. Lutando contra máquinas eleitorais poderosas, nosso partido atingiu seu melhor resultado, praticamente dobrando o número de vereadores eleitos e elegendo seu primeiro prefeito em Itaocara, no Rio de Janeiro. Mas não foi só o aumento dos espaços institucionais que atestam a vitória do PSOL nessas eleições. O desempenho do partido na maioria das capitais e em várias outras cidades do país mostra que nosso partido tem se firmado como alternativa real de poder contra as velhas estruturas partidárias comprometidas com a manutenção do modelo de desigualdade que impera em nosso país. Prova disso é a eleição de vereadores em onze capitais: Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro, Maceió, Salvador, Natal, Fortaleza, Goiânia, Macapá e Belém, muitas vezes ampliando a bancada do partido em locais onde já contávamos com vereadores.

As vitórias políticas e eleitorais em cidades como Florianópolis, Fortaleza e, principalmente, no Rio de Janeiro, com Marcelo Freixo, mostra que estamos credenciados para enfrentar os grandes partidos. Evidentemente, não enfrentaremos esses partidos em condições de igualdade. Contra o poder econômico, contamos com campanhas financiadas por militantes e pequenas e médias contribuições; contra o apoio da grande imprensa a nossos adversários, dispomos apenas de um pequeno tempo de TV; contra as grandes coligações dos partidos da ordem, contamos com alianças pautadas em princípios programáticos. Enfim, é nessas condições que alcançamos as vitórias eleitorais de 2012: um prefeito, 49 vereadores e a oportunidade real de venceremos as eleições em duas capitais no norte do país: Belém e Macapá.

Assim, já podemos considerar que nossa jornada foi muito bem-sucedida. Para torná-la ainda mais vitoriosa, trabalharemos para eleger Edmilson Rodrigues e Clécio Luís em Belém e Macapá. Destinaremos todos nossos esforços para assegurar que as elites que governaram essas cidades nos últimos anos sejam derrotadas. Nossa presença disputando o segundo turno em duas capitais já é, em si, uma vitória, mas não temos dúvidas de que conquistando em Belém e Macapá, o PSOL sairá ainda mais fortalecido como alternativa programática de esquerda e socialista às eleições de 2014.

Aos companheiros e companheiras eleitas, nossos parabéns e nossos votos de que estes mandatos estejam a serviço da luta dos trabalhadores e trabalhadoras. Aos que não se elegeram, nosso sincero agradecimento. Sem a dedicação militante de cada um de vocês, não teria sido possível alcançar todas essas vitórias.

Seguiremos firmes, e agora mais fortes, para fazer o PSOL a alternativa de mudanças que nosso país necessita. Para isso, nossos mandatos cumprirão um papel decisivo: o de servirem como porta-vozes de uma saída democrática, popular e socialista para o Brasil.

*Ivan Valente

Presidente Nacional do PSOL

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PSOL Belém denuncia jogo sujo nas eleições

Com o objetivo de repor a verdade, a direção municipal do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) de Belém, vem esclarecer que, diferente do que foi noticiado no dia de hoje, 14, pelos jornais O Liberal (“Militantes do PSOL e PSDB promovem pancadaria no final do debate”, Caderno Poder, B7) e Amazônia (“Militantes de partidos trocam agressões após debate entre candidatos”, Gerais, página 11), os militantes do PSOL não participaram de qualquer situação de confronto, em frente a TV RBA, na noite da última quinta-feira, 13, após o debate eleitoral. A participação da militância do partido no referido debate transcorreu no mais absoluto clima de tranquilidade, sem registrar quaisquer incidentes com apoiadores de outras candidaturas.

A simples observação das logomarcas das bandeiras que estão nas mãos dos militantes que aparecem nas próprias fotos divulgadas é suficiente para atestar que os envolvidos nos supostos atos de violência são integrantes de outras legendas partidárias.

Além disso, destacamos que a tentativa de atribuir atos dessa natureza a militantes do PSOL – partido que lidera a coligação que aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenções de voto para a Prefeitura de Belém – pode estar vinculada a um clima de “vale tudo” e de baixaria que se intensifica no atual estágio da campanha eleitoral.

Destacamos também que o setor jurídico do PSOL já está tomando as providências legais cabíveis para interpelar judicialmente os policiais militares que são apontados nas matérias como fonte das informações inverídicas.

Atenciosamente,

Araceli Maria Pereira Lemos

Presidenta do Diretório Municipal do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) – Belém

 

 

 

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Breve história dos mensalões

*Por Chico Alencar

Desde que Caminha inaugurou o tráfico de influência, nossa tradição é usar o Estado para favorecer privilegiados: barões, coronéis ou conglomerados

“O Código Penal é a causa de todos os crimes.” Millôr

Mensalão não é tipo penal. Mas os delitos de corrupção, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, peculato, gestão fraudulenta e caixa dois de campanha que essa marca de fantasia abriga são. Em variados graus, esses crimes estão presentes entre nós, em sucessivos escândalos, dos primórdios de nossa colonização até o Cachoeira/Delta do momento.

Do ponto de vista histórico, poderíamos numerar o julgamento em curso no STF como Ação Penal 500, e não 470… O Brasil formou-se com estadania e sem cidadania, e a engrenagem dirigente, seja a da Ordem de Cristo aliançada com o Estado absolutista português, seja a dos governos republicanos, favoreceu o patrimonialismo de grupos privilegiados.

Bem além do tráfico de influência que Caminha, escrivão da frota de Cabral, praticou junto a El Rei -pedindo o fim do degredo de seu genro-, o que maculou a sociedade que aqui se forjava foi o tráfico de africanos escravizados, a concentração fundiária e a dizimação dos povos nativos. Corrupção secular e estrutural, que nos faz sangrar até hoje.

O Império manteve monocultura, latifúndio e, como rezava a Constituição outorgada em 1824, “o contrato entre senhores e escravos”. Terras e vidas eram bens a serem surrupiados. A quadrinha popular denunciava: “Quem rouba pouco é ladrão/ quem rouba muito é barão”.

A República Velha, patriarcal e coronelista, instituiu um sistema eleitoral baseado na fraude: currais eleitorais, voto de cabresto, eleições a bico de pena. Há dramática continuidade disso na atual campanha municipal: nas periferias e nos grotões, vicejam o compadrio, o mandonismo e a compra de votos.

A partir de 1930, com o fortalecimento do setor público no Brasil, cresceram as oportunidades de corrupção e aumentou também a reação a ela, inclusive da imprensa.

A diversidade política, ampliada a partir de 1945 -ainda que com o longo intervalo trevoso e de corrupção oculta da ditadura civil-militar de 1964- metabolizou maléfica criatividade para a consolidação do que hoje se chama governabilidade.

O presidencialismo de coalizão é de cooptação. Repasse de dinheiro, oferta de cargos e liberação de emendas cristalizam o adesismo atávico que permeia nossa tradição política.

O processo de privatizações, sob a capa da modernidade, nos anos 1990, foi eivado de desvios e falta de transparência. Mas não carimbemos a roubalheira como característica nacional. Favorecimento a grandes conglomerados, aplicações em paraísos fiscais e manipulação de taxas de juros para ganhos financeiros são fenômenos mundiais. Quanto mais nossa economia se internacionaliza, mais internalizamos essa dinâmica nefasta.

Espera-se que o Supremo fixe um marco histórico que, vivificado por uma nova consciência cidadã, condene esses crônicos abusos na conquista e no exercício do poder.

O sistema político, que a representação parlamentar não ousa reformar, é indutor de corrupção, cuja porta de entrada é o financiamento milionário das campanhas.

Não é da natureza das empresas fazer doações, e sim investimentos.

Urge reagir ao fatalismo do “é assim mesmo” ou à legitimação do ilegítimo “todos fazem”, como sempre alega o PT. O Brasil está diante de uma encruzilhada: pode afirmar o princípio da ética na política ou naturalizar a sua degradação.

A saída depende de uma postura institucional que demanda lastro cultural e pessoal. Que vigore a Carta Magna de artigo único atribuída a Capistrano de Abreu (1853-1927): “Todo brasileiro deve ter vergonha na cara”.

CHICO ALENCAR, 62, professor de história, deputado federal pelo PSOL-RJ e líder da Bancada na Câmara

*Na Folha de S. Paulo, em 23 de agosto de 2012

 

 

 

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